CVM altera data de leilão da Eletropaulo para o dia 4 de junho

mai 03, 2018

Investing.com - O leilão para a venda do controle acionário da Eletropaulo (SA:ELPL3) foi adiado e marcado para o dia 4 de junho, na sede da B3. A data foi definida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na quarta-feira.

A decisão foi tomada em reunião do órgão marcada após questionamentos da Neoenergia. Interessada na distribuidora paulista, a empresa controlada pela Iberdrola (MC:IBE) solicitou esclarecimentos das regras para o certame.

A Neoenergia trava uma concorrência com a italiana Enel (MI:ENEI) pela Eletropaulo, com uma escalada de ofertas e até mesmo queixas em relação ao comportamento da empresa à Comissão Europeia.

Três empresas já manifestaram o interesse em comprar a Eletropaulo, que atualmente é controlada pelo grupo americano AES: Neoenergia e Energisa (SA:ENGI4). Pelas regras, as três poderão elevar seus preços até o dia 24 de maio, 10 dias antes do leilão. Novos interessados devem se apresentar até o dia 14 de maio.

Outra decisão da CVM é que durante o leilão pode haver a interferência de um novo ofertante. Para isso, é necessário manifestar o interesse até o dia 24 de maio, mas a proposta pode ser apresentada no dia da realização do leilão. No entanto, caso a proposta desse novo interessado seja superior as outras, a oferta pode ser coberta pelas três companhias que já manifestaram interesse.

A disputa estava marcada para 18 de maio, mas foi adiada para haver um prazo de ao menos 30 dias após a decisão do colegiado.

A maior oferta apresentada, até o momento, foi da italiana Enel, de R$ 32,20 por ação, que já representa um desembolso de R$ 53,9 bilhões pela totalidade das ações da Eletropaulo.

Quem vencer a concorrência pela compra da Eletropaulo deverá se consolidar como líder em distribuição de eletricidade no Brasil, posto hoje ocupado pela CPFL (SA:CPFE3), comprada pela chinesa State Grid.

A disputa beneficia também o governo federal, que detém cerca de 26% do capital da Eletropaulo, por meio de investimentos diretos da União e do BNDES. A companhia americana AES é dona de 16,84% do capital da empresa.