Cotação do petróleo nos EUA perto de mínima de 2 meses com aumento dos estoques

jun 07, 2018

Investing.com - A cotação do petróleo estava em alta nas ações iniciais desta quinta-feira, mas permanecia próxima à mínima de dois meses atingida na sessão anterior, já que preocupações com um aumento nos estoques norte-americanos e com uma produção semanal recorde no país pesavam.

O petróleo bruto West Texas Intemediate avançava US$ 0,25, ou cerca 0,4%, para US$ 65,00 às 04h35.

Encerrou a sessão anterior em baixa de 1,2%, cotado a US$ 64.73, o menor fechamento desde 9 de abril, pressionado por um aumento surpreendente nos estoques de petróleo dos EUA.

O aumento nos estoques foi de 2,1 milhões de barris na semana encerrada em 1º de junho, com um total de 436,5 milhões de barris, segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês). Analistas previam uma redução de 2,0 milhões de barris.

A produção norte-americana de petróleo, guiada pela extração de shale oil, chegou à máxima histórica de 10,8 milhões de barris por dia na semana passada, de acordo com o relatório da EIA. Apenas a Rússia atualmente tem produção maior, com 11 milhões de barris por dia.

Além disso, os contratos futuros de petróleo Brent tinham alta de US$ 0,44, ou 0,6% e eram negociados a US$ 75,80 o barril, obtendo sustentação da redução das exportações da Venezuela, membro da Opep.

A PdVSA, estatal venezuelana, está considerando declarar força maior em alguns contratos com compradores de petróleo bruto, essencialmente declarando que eles não podem ser cumpridos, já que a produção de seus campos de petróleo caiu e os gargalos estão desacelerando as exportações nos portos.

Os problemas na oferta da Venezuela ocorrem em meio a cortes voluntários na produção da Opep, que estão em vigor desde 2017 a fim de fortalecer o mercado e estimular os preços.

O grupo deve se reunir em sua sede em Viena, juntamente com a Rússia, país externo à organização, em 22 de junho para discutir a política de produção.

Os preços nas últimas sessões caíram devido a preocupações de que a Opep e países externos à organização, liderados pela Rússia, decidiriam elevar a produção em até 1 milhão de barris por dia já neste mês.

Enquanto isso, o ágio do Brent em relação aos contratos futuros de petróleo bruto WTI permanecia próximo à máxima de três anos de US$ 10 o barril. O ágio dobrou em menos de um mês, já que ou aumento da produção norte-americana e a falta de capacidade de um oleoduto do país mantiveram grande parte da produção dentro dos EUA.