Com prejuízo no trimestre,Suzano cai mais de 3% e lidera perdas do Ibovespa

out 26, 2018

Após a divulgação do balanço do terceiro trimestre do ano, as ações da Suzano (SA:SUZB3) operam em forte queda de 3,48% a R$ 40,76, liderando assim as perdas do Ibovespa nesta sexta-feira. O mercado digere os números apresentados, que trazem prejuízo de R$ 108 milhões, mas com forte resultado operacional.

Para a XP Investimentos, os números divulgados ontem pela Suzano foram fortes, com EBITDA de R$2,12 bilhões, ficando 7% acima do esperado pela corretora, 35% acima do trimestre anterior e + 80% quando comparado com o ano anterior. Já o EBITDA combinado da Suzano + Fibria (SA:FIBR3) totalizou R$5,4 bilhões no 3T18, 4% acima das estimativa e já dando indicações dos fortes resultados que a nova empresa combinada deve entregar em 2019.

Para eles, a correção recente do papel como excessiva, negociando a 4,5x EBITDA e gerando fluxo de caixa livre de 17,5% em 2019. Por isso, a corretora reitera a recomendação de compra, preço alvo de R$70.​

Na visão da Coinvalores, os números também foram fortes. Para os analistas, a companhia se beneficiou do bom momento para o seu principal produto, já que o preço da celulose se manteve em um patamar elevado no período, e na variação cambial que favoreceu os exportadores nesse trimestre.

Os analistas explicam que, no bottom line, a companhia apresentou prejuízo devido ao impacto da variação cambial no endividamento. Para eles, o mercado já esperava um forte resultado e acreditam que ajustou ainda mais as expectativas após os números da Fibria virem bem fortes.

Já para a Mirae Asset, o resultado não trouxe surpresa, já que a empresa está realizando captações para aquisição da Fibria. A Suzano manteve a redução de seu custo caixa de produção de celulose e mesmo assumindo alavancagem com os empréstimos, apresentou no período uma relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado de 1,6x, ante 2,3x um ano antes. Eles também recomendam a compra, com upside de 35%. A ação negocia a um múltiplo EV/Ebitda 2018 de 8,3% para 2018 e de 5,1x para 2019.

O resultado operacional, porém, apresentou um salto de 78,6 por cento sobre um ano antes, com o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado atingindo o recorde de 2,118 bilhões de reais.

O balanço veio um dia após a Fibria divulgar desempenho semelhante, com Ebitda ajustado recorde, impulsionado por aumento de produção de celulose e a depreciação do câmbio, que tende a elevar as receitas na moeda local.

A Suzano registrou receita líquida de 4 bilhões de reais, crescimento de 54,4 por cento sobre o terceiro trimestre do ano passado, apoiada em aumento nos volumes vendidos, desvalorização do real contra o dólar e aumento de preços.

Pesou sobre o balanço a linha de resultado financeiro, que saiu de 270 milhões de reais positivos um ano antes para 1,963 bilhão de reais negativos.

Com Reuters.