Petróleo: panorama da semana de 11 a 15 de junho

jun 10, 2018

Investing.com - Novos comentários de produtores mundiais de petróleo, que podem apresentar mais sinais se planejam sair ou não de seu atual acordo de cortes na produção, permanecerão em destaque.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deve se reunir em sua sede em Viena, juntamente com a Rússia, país externo à organização, em 22 de junho para discutir a política de produção.

Os preços do petróleo estiveram na defensiva nas últimas sessões devido a preocupações de que a Opep e países externos à organização, liderados pela Rússia, decidiriam elevar a produção em até 1 milhão de barris por dia já neste mês em reação a perdas na oferta da Venezuela e do Irã.

A Opep e outros produtores, liderados pela Rússia, estão reduzindo a produção em cerca de 1,8 milhão de barris por dia para impulsionar os preços e reduzir os estoques globais de petróleo. O pacto teve início em janeiro de 2017 e deverá valer até o final de 2018.

No entanto, a Arábia Saudita e a Rússia disseram que os cortes poderiam ser aliviados depois de receberem pedidos de países consumidores, incluindo Estados Unidos, China e Índia, para darem sustentação à demanda global.

Enquanto isso, investidores de petróleo também irão continuar a pesar o aumento constante nos níveis de produção dos EUA na semana a seguir, já que o aumento na atividade de extração do país tem dado destaque as preocupações com a produção norte-americana.

Exploradores dos EUA acrescentaram uma sonda de petróleo à atividade já existente na semana passada, levando o total para 862, número mais alto desde março de 2015, afirmou a Baker Hughes da General Electric (NYSE:GE), empresa prestadora de serviços de energia, em seu relatório na sexta-feira.

A produção norte-americana de petróleo, guiada pela extração de shale oil, atualmente está na máxima histórica de 10,8 milhões de barris por dia. Apenas a Rússia atualmente tem produção maior, com 11 milhões de barris por dia.

Novos dados semanais sobre os estoques comerciais de petróleo bruto nos EUA na terça e na quarta-feira para avaliar a força da demanda do maior consumidor de petróleo do mundo e a rapidez com que os níveis de produção irão continuar a subir irão capturar a atenção do mercado.

Os contratos futuros de petróleo bruto fecharam em ligeira baixa na sexta-feira e registraram uma queda marginal durante a semana.

A referência norte-americana, o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) recuava US$ 0,21, ou cerca de 0,3%, e era negociado a US$ 65,74 o barril no fechamento do pregão na Bolsa Mercantil de Nova York, com a commodity registrando queda na semana de 0,1%. Isso marcou o terceiro declínio semanal consecutivo.

Do outro lado do Atlântico, o petróleo Brent, referência global, recuou US$ 0,86, ou 1,1%, e fechou em US$ 76,46 o barril na Bolsa de Futuros ICE (ICE Futures Exchange) em Londres, encerrando a semana com queda de 0,4%. O Brent registrou quedas em duas das últimas três semanas.

Enquanto isso, o ágio do Brent em relação aos contratos futuros de petróleo bruto WTI permanecia próximo à máxima de três anos acima de US$ 11 o barril. O ágio dobrou em menos de um mês, já que ou aumento da produção norte-americana e a falta de capacidade de um oleoduto do país mantiveram grande parte da produção dentro dos EUA.

Antes da semana que está por vir, a Investing.com compilou uma lista com estes e outros eventos significativos que podem afetar o mercado de petróleo.

Terça-feira, 12 de junho

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo publicará sua avaliação mensal dos mercados de petróleo.

O Instituto Americano de Petróleo, grupo do setor petrolífero, deverá publicar seu relatório semanal sobre a oferta de petróleo nos EUA.

Quarta-feira, 13 de junho

A Agência Internacional de Energia divulgará seu relatório mensal de oferta e demanda globais de petróleo.

Ainda neste dia, a Administração de Informações de Energia dos EUA deve divulgar seus dados semanais sobre estoques de petróleo.

Sexta-feira, 15 de junho

A Baker Hughes divulgará seus dados semanais sobre a contagem de sondas de petróleo nos EUA.