Petróleo em alta enquanto investidores assimilam relatório da Opep

mai 14, 2018

Investing.com - A cotação do petróleo deixava a fraqueza prévia de lado nesta segunda-feira após a Opep ter dito que o excesso global foi virtualmente eliminado graças, em parte, aos cortes no abastecimento em andamento conduzidos pela Opep e ao rápido crescimento da demanda mundial.

A Opep disse em seu relatório mensal, publicado mais cedo, que os estoques de petróleo em nações desenvolvidas em março caíram para 9 milhões de barris acima da média de cinco anos. Isso esta abaixo dos 340 milhões de barris acima da média em janeiro de 2017.

"O mercado de petróleo foi sustentado em abril por renovadas questões geopolíticas, estoques mais equilibrados de produtos e demanda global sólida", afirmou a Opep no relatório.

Assim como os cortes voluntários da Opep, uma queda na produção venezuelana de petróleo devido à crise econômica e a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã, membro da Opep, têm sustentado os preços.

A Opep sinalizou que está pronta para intervir caso "desdobramentos geopolíticos" tenham impacto sobre a oferta.

Contratos futuros de petróleo Brent, referência global, avançavam US$ 0,31, ou 0,4%, para US$ 77,44 o barril às 09h50. Mais cedo, chegaram a cair para US$ 76,56.

Enquanto isso, contratos futuros do petróleo bruto WTI, negociados em Nova York, tinham alta de US$ 0,10 e eram negociados a US$ 70,81 por barril após terem atingido a mínima intradiária de US$ 70,28.

Mais cedo, o petróleo estava na defensiva uma vez que o aumento na atividade de extração dos EUA em busca de nova produção reduzia os ânimos.

Exploradores dos EUA acrescentaram 10 sondas de petróleo à atividade já existente na semana encerrada em 11 de maio, levando o total para 844, maior número desde março de 2015, conforme afirmou a Baker Hughes da General Electric (NYSE:GE), empresa prestadora de serviços de energia, em seu relatório na sexta-feira.

Foi o sexto aumento semanal consecutivo na contagem de sondas, o que dá destaque às preocupações com o aumento da produção dos EUA.

O aumento implacável na produção dos EUA era um dos poucos fatores que pressionavam o petróleo bruto em um ambiente de alta nas últimas semanas.

O WTI e o Brent atingiram a maior cotação desde novembro de 2014 em US$ 71,89 e US$ 78,00 por barril, respectivamente, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, deixou o acordo nuclear internacional com o Irã e restabeleceu "o mais alto nível de sanções econômicas" contra o país.

Alguns analistas disseram que o restabelecimento de sanções poderia levar a um fornecimento mundial mais reduzido de petróleo, uma vez que dificulta a exportação de petróleo pelo Irã.

O Irã, que é um grande produtor de petróleo do Oriente Médio e membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), retomou seu papel como um grande exportador de petróleo em janeiro de 2016, quando as sanções internacionais contra Teerã foram removidas em troca de restrições ao programa nuclear iraniano.