Petróleo cai após estoques terem redução maior do que se esperava

jul 11, 2018

O petróleo West Texas Intermediate ampliava as perdas nas negociações desta quarta-feira na América do Norte, após dados terem mostrado uma redução maior do que se esperava nos estoques norte-americanos.

Os contratos de petróleo bruto dos EUA com vencimento em agosto na Bolsa Mercantil de Nova York tinham perdas de 1,13%, e o barril era negociado a US$ 73,27 às 11h42, o que se compara a US$ 73,22 antes do relatório.

A Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês) afirmou em seu relatório semanal que os estoques de petróleo bruto tiveram redução de 12,633 milhões de barris na semana que se encerrou em 6 de julho. Analistas de mercado esperavam que os estoques de petróleo bruto tivessem redução de 4,489 milhões de barris, ao passo que o Instituto Americano de Petróleo informou na terça-feira uma redução de 6,8 milhões de barris na oferta.

O Estoque em Cushing, Oklahoma, o principal ponto de entrega para o petróleo bruto da Nymex, teve redução de 2,062 milhões de barris na última semana, informou a EIA.

O relatório também mostrou que os estoques de gasolina tiveram redução de 694.000 de barris, em comparação com expectativas de 750.000 barris de redução, ao passo que estoques de destilados tiveram redução de 4,125 milhões de barris, em comparação com projeções de 1,2 milhão de aumento.

Do outro lado do Atlântico, na Bolsa de Futuros ICE (ICE Futures Exchange) em Londres, os contratos de petróleo Brent com vencimento em agosto recuavam 2,08% para US$ 77,22.

Em outro relatório, a produção de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e da Rússia teve aumento de 173.000 barris por dia em junho e totalizou 32,3 milhões de barris por dia. A Opep concordou em junho em elevar a produção com um aumento nominal de 1 milhão de barris por dia em meio à pressão dos EUA para reduzir os preços. Enquanto os membros da Opep acrescentarão cerca de 700 mil barris por dia, os fornecedores de petróleo externos à organização, liderados pela Rússia, acrescentariam o restante.

Os preços também foram contidos pelo temor de mais tarifas comerciais entre os EUA e a China, já que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões de dólares adicionais em produtos chineses. A China disse que vai retaliar, mas não importa o suficiente dos EUA, então está procurando outras maneiras de reagir.

Enquanto isso, os contratos futuros de gasolina com vencimento em agosto recuavam 1,29% para US$ 2,1375 o galão, ao passo que os contratos futuros de óleo de aquecimento tinham perdas de 1,63% e eram negociados por US$ 2,1853 o galão.