Natura sobe mais de 14% após divulgação de resultado trimestral

mai 11, 2018

Investing.com - Após a divulgação do balanço com o resultado do primeiro trimestre de 2018, as ações da Natura (SA:NATU3) operam com forte valorização de 13,92% a R$ 35,77. Nos três primeiros meses do ano a companhia viu seu lucro líquido cair 87,1%, mas os números foram afetados por provisões de impostos e custos com a aquisição da The Body Shop

A Coinvalores destaca que o EBITDA consolidado recuou 12,5%, pelos efeitos extraordinários, caso excluíssemos este efeito, o EBITDA teria sido R$ 45,8 milhões, maior do que no primeiro trimestre de 2017. Por sua vez, a receita líquida consolidada da empresa apresentou crescimento de 55,5% ante igual período do ano passado. Na visão dos analistas, este bom desempenho em sua receita vem da melhora em todas as suas marcas.

Em abril, a Natura divulgou as estimativas operacionais dos próximos cinco anos, com destaque para a projeção de crescimento de 80% no desempenho operacional no período da projeção.

A empresa espera registrar lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de pelo menos R$ 3,1 bilhões em 2022 ante R$ 1,74 bilhão obtido em 2017.

Ainda para 2022, a Natura espera alcançar receita líquida consolidada de pelo menos R$ 17,2 bilhões, o que seria uma expansão de cerca de 75% em relação ao faturamento do ano passado, que somou R$ 9,85 bilhões.

A fabricante de cosméticos realiza nesta sexta-feira uma reunião anual com analistas e investidores.

No caso das projeções para o Ebitda, a Natura afirmou em comunicado ao mercado que considerou menor relação das despesas operacionais com vendas e administrativas diante do crescimento da receita líquida, além de oportunidades de economia resultantes de programa de compras global.

Já as projeções para a receita consideram ainda a estimativa da consultoria Euromonitor para o crescimento do mercado global de beleza e cuidados pessoais, de 5,3% ao ano em dólares até 2022; a expansão da operação da Natura no Brasil e em outros países; o plano de reestruturação da The Body Shop no mundo e a expansão de lojas próprias e outros canais da marca Aesop.

Com Reuters.