Moedas - Libra cai à mínima de 11 meses com alerta sobre Brexit

ago 06, 2018

A libra caía ao nível mais baixo desde o início de setembro nesta segunda-feira devido a preocupações crescentes com o Brexit depois que o secretário de Comércio da Grã-Bretanha avisou que o Brexit sem acordo era agora mais provável do que nunca.

O par GBP/USD atingiu a mínima de 1,2956, seu nível mais fraco desde 4 de setembro, e recuava 0,31% para 1,2962 às 06h24.

A queda na libra aconteceu depois que Liam Fox disse em uma entrevista publicada no jornal Sunday Times que havia uma chance de 60:40 de que o Reino Unido deixasse a União Europeia sem um acordo.

Ele acusou a Comissão Europeia de “intransigência”, colocando as regras do bloco acima do bem-estar econômico.

Os comentários foram feitos após o presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, ter alertado na sexta-feira que há um risco de a Grã-Bretanha sair da União Europeia sem acordo.

A libra também estava mais fraca frente ao euro, com o par EUR/GBP subindo 0,24% para 0,8918.

Na zona do euro, dados divulgados nesta segunda-feira mostraram que as encomendas à indústria da Alemanha caíram 4% em junho, a maior queda em quase 18 meses, em meio à demanda externa mais fraca.

Os dados inesperadamente fracos aumentaram os temores relativos ao impacto econômico das crescentes tensões comerciais.

O euro atingia a mínima de quatro semanas e meia em relação ao dólar, com o par EUR/USD caindo para 1,1561.

A moeda única tem sido pressionada pela perspectiva divergente de política monetária entre o Fed e o Banco Central Europeu, que se comprometeu a manter as taxas de juros inalteradas até o verão de 2019.

O dólar mantinha sustentação frente a uma cesta de moedas depois que o último relatório de empregos dos EUA deu destaque às expectativas de que o Fed se atenha a um ritmo gradual de elevação das taxas este ano.

O índice dólar, que mede a força da moeda frente a uma cesta ponderada de seis principais divisas, avançava 0,1% para 95,13, reaproximando-se de 95,44, pico de um ano atingido em 19 de julho.

O crescimento dos empregos nos EUA desacelerou mais do que o esperado em julho, informou o Departamento do Trabalho do país na sexta-feira, mas as condições do mercado de trabalho continuaram a se estreitar, o que sustenta expectativas de mais dois aumentos adicionais de juros do Fed neste ano.

O banco central norte-americano manteve as taxas de juros inalteradas na semana passada, mas disse que a economia dos EUA está forte, indicando que está no caminho para realizar os aumentos esperados em setembro e dezembro.