BTG adota carteira defensiva para outubro temendo resultado negativo nas eleições

out 01, 2018

A carteira recomenda do BTG Pactual (SA:BPAC11) para outubro adota uma postura mais defensiva, em meio à deterioração das perspectivas eleitorais, com os analistas acreditando que as chances de um resultado negativo aumentaram nos últimos 30 dias.

Em setembro, a carteira do BTG teve ganhos de 2,5%, contra avanço de 3,48% do Ibovespa no mesmo período. Deixaram a lista Itaú Unibanco (SA:ITUB4), Localiza (SA:RENT3) e Taesa (SA:TAEE11), dando entrada para Suzano (SA:SUZB3), Lojas Renner (SA:LREN3) e Equatorial (SA:EQTL3)

Para a equipe, avaliações atraentes dos ativos não justificam riscos maiores, embora o Ibovespa (excluindo Petrobras (SA:PETR4) e Vale (SA:VALE3)) esteja sendo negociado com um desvio-padrão abaixo da média histórica. O alerta é que um resultado eleitoral negativo pode levar esse nível ainda mais para baixo.

Outro ponto destacado pelo BTG é a ideia de que um resultado negativo na disputa presidencial não está totalmente precificado.

Com isso, o banco incluiu em sua carteira as ações da Suzano, tendo em vista uma maior exposição a um real mais fraco. Lojas Renner também passou a fazer parte do portfólio devido ao seu forte histórico de resultados e posicionamento diferenciado no segmento de varejo. Os papéis da Equatorial também passam a fazer parte das recomendações.

Composição: Suzano (15%), B3 (10%), TIM (10%), Gerdau (SA:GGBR4) (10%), Rumo (SA:RAIL3) (10%), Lojas Renner (10%), IRB (SA:IRBR3) (10%), Equatorial (10%), MRV (SA:MRVE3) (10%) e Oi (SA:OIBR4) (5%).