Após derrubar liminar de Porto Primavera, ações da CESP avançam 4%

mai 21, 2018

Investing.com - As ações da Companhia Energética de São Paulo (CESP) operam com forte valorização de R$ 4,03% a R$ 16,54, com o mercado reagindo positivamente à notícia de que a estatal paulista conseguiu derrubar na última sexta-feira a liminar que suspendia a renovação da concessão da hidrelétrica de Porto Primavera.

Esse processo era visto como crucial para atrair investidores para a privatização da companhia, que o governo de São Paulo quer realizar neste ano. A liminar, concedida no final de abril, obrigava a realização de uma sessão presencial de discussão sobre a prorrogação do contrato da usina em Rosana, município no interior paulista sede do empreendimento.

Mas o Tribunal Regional Federal da 3ª Região acolheu os argumentos da Cesp (SA:CESP6) de que a exigência poderia atrapalhar o cronograma estabelecido para a privatização e prejudicar os planos do governo paulista de arrecadar com o negócio.

A Cesp aguarda a conclusão do processo sobre o novo contrato de sua usina na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), prevista para as próximas semanas, para publicar o edital da privatização. Antes da liminar, a expectativa do governo paulista era publicar o edital no início de maio.

A geradora entrou com recurso no início do mês contra decisão judicial liminar . O governo paulista pediu a prorrogação por 30 anos da concessão de Porto Primavera, maior usina da Cesp, para aumentar o interesse de investidores na desestatização, mas a Justiça Federal de Presidente Prudente (SP) exigia que o assunto fosse alvo de uma audiência pública presencial em Rosana (SP).

Se a Cesp optasse por cumprir a exigência judicial e realizasse a reunião pública, o processo demandaria um prazo maior, uma vez que o encontro precisaria ser divulgado com antecedência junto aos moradores da cidade.

A Cesp opera três hidrelétricas em São Paulo que somam cerca de 1,65 gigawatt em capacidade, sendo a maior parte, ou 1,54 gigawatt, em Porto Primavera.

Com Reuters.