Após balanço, BTG eleva preço-alvo da Gol de R$ 18 para R$ 24

nov 01, 2018

O BTG Pactual (SA:BPAC11) elevou o preço-alvo das ações Gol (SA:GOLL4) de R$ 18,00 para R$ 24,00 em 2018, baseado no múltiplo Ebitda de 8x. Os analistas entendem que os números da aérea foram fracos, mas acima do que era esperado. No período, a companhia sofreu com o real valorizado e a alta dos gastos combustíveis. Com isso, as ações da companhia operam com ganhos de 3,80% a R$ 19,10.

A receita líquida ficou em R$ 2,9 bilhões, 8% acima do registrado no mesmo período do ano passado, enquanto que o EBIT caiu 45% na base anual para R$ 180 milhões, sendo que o banco esperava R$ 160 milhões. Assim a margem EBIT foi de 6,2%, -590 pontos base na comparação anual, mas 80 pontos base acima do esperado.

A Gol divulgou que registrou prejuízo líquido de 409 milhões de reais no terceiro trimestre, devido principalmente à depreciação do real e aos preços mais elevados do petróleo. A perda foi muito maior que a previsão de analistas de um prejuízo líquido de 33 milhões dólares, de acordo com dados I/B/E/S da Refinitiv, e levou a Gol a revisar negativamente suas estimativas para o ano inteiro.

A empresa agora espera um prejuízo líquido por ação entre 1,8 e 2 reais no ano, ante estimativa anterior de prejuízo de 1 e 1,2 real por ação. Para o próximo ano, foi mantida a estimativa de um lucro entre 1,5 a 1,9 real por ação.

O terceiro trimestre, geralmente lucrativo para as companhias aéreas, viu a Gol reverter o lucro líquido de 330 milhões de reais que registrou no mesmo período de 2017, de acordo com dado divulgado nesta quinta-feira.

A Gol é particularmente sensível às flutuações cambiais porque 77 por cento de sua dívida é em dólares. As oscilações do câmbio também afetam o poder de compra dos brasileiros e o custo de compra de petróleo, precificado em dólares. A dívida total da Gol somava de 8 bilhões de reais no fim de setembro.