Ações da Cyrela e MRV operam em queda após divulgação de balanços trimestral

ago 10, 2018

Na reta final da sessão desta sexta-feira na bolsa paulista, as ações da Cyrela (SA:CYRE3) e da MRV (SA:MRVE3) operam com expressiva queda de, respectivamente, 3,61% a R$ 11,76 e de 2,43% a R$ 13,25. Todas as ações que fazem parte do índice imobiliário são negociadas em queda.

As companhias divulgaram resultados referente ao segundo trimestre, que ficaram dentro do esperado pelo mercado.

A Coinvalores destaca que a Cyrela teve um segundo trimestre sem grandes surpresas. Os analistas explicam que a companhia conseguiu entregar crescimento na receita, derivada da boa performance de vendas nesse trimestre, mas isso veio principalmente das vendas de lançamentos, 51% vendidos.

Por outro lado, com um volume alto de entregas e vendas de estoque em ritmo fraco, o estoque de imóveis prontos da Cyrela aumentou 19,6% em apenas três meses, chegando a R$ 3,1 bilhões, sendo cerca de R$ 2,7 bilhões de participação da companhia e o restante de parceiros. A geração de caixa da Cyrela nesse trimestre veio em linha com o observado há um ano.

Para MRV, a corretora avalia que os resultados também não surpreenderam. A empresa entregou números em linha com os últimos trimestres, com boa elevação no top line e margem bruta em linha com os trimestres anteriores, ainda que ligeiramente abaixo.

As despesas comerciais também vieram um pouco pior que nos últimos trimestres, mas isso pode ser explicado pelo volume forte de lançamentos no trimestre, para compensar os atrasos nas aprovações que ocorreram no começo do ano. A geração de caixa da MRV seguiu saudável nesse trimestre.

Resultado

Na véspera, a Cyrela informou que reduziu a 28 milhões de reais o prejuízo líquido do segundo trimestre, de 141 milhões um ano atrás, apoiada no crescimento das receitas e por redução na linha de despesas.

Conforme o diretor de relações com investidores, Paulo Gonçalves, a construtora pode discutir uma nova distribuição de dividendos aos acionistas até o fim do ano, se o atual ritmo de geração de caixa persistir.

A MRV, maior construtora de imóveis econômicos do país, lucrou 18 por cento mais no segundo trimestre, beneficiada por diluição de despesas e crescimento de receita após vendas e lançamentos recordes para o período, e prevê um desempenho ainda mais robusto nos próximos meses.

"Vamos ter um terceiro trimestre muito bom e um quarto ainda mais forte... Estamos otimistas com o segundo semestre, a despeito de volatilidades com a eleição", disse à Reuters o copresidente da MRV, Rafael Menin.

O executivo reconheceu que o cenário eleitoral ainda está bastante indefinido, mas destacou que os candidatos com maior probabilidade de chegar ao segundo turno estão "confortáveis" com o atual programa habitacional, o que é um indício favorável para a continuação do Minha Casa Minha Vida (MCMV).