Suzano renova máxima histórica com CVM negando adiamento de AGE da Fibria

set 05, 2018

As ações da Suzano (SA:SUZB3) lideram os ganhos do Ibovespa nesta quarta-feira, sendo que chegaram a disparar mais de 9% nos primeiros negócios desta quarta-feira, atingindo cotação intradia recorde de R$ 55. No momento, a alta é de 6,97% a R$ 53,87.

O mercado reage positivamente à notícia de que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) rejeitou pedidos para interromper o prazo de convocação de um assembleia de acionistas da Fibria (SA:FIBR3) para avaliar, entre outras propostas, fusão entre as companhias.

Analistas do Bradesco BBI, a decisão da CVM é uma notícia positiva e representa outro grande marco para a conclusão do acordo, com a equipe liderada por Thiago Lofiego estimando que a aprovação da fusão Suzano-Fibria aconteça no primeiro trimestre de 2019. Eles têm recomendação 'ouperform' para a ação da Suzano, com preço-alvo de R$ 72.

“Mais importante ainda, como a CVM entendeu que não há ilegalidade nos tópicos que serão discutidos na reunião, a autarquia também infere que a estrutura do negócio é legal, contra o mérito das reclamações dos acionistas minoritários sobre as condições propostas”, avaliaram os analistas em nota distribuída a clientes.

Na segunda-feira, o jornal Valor Econômico publicou reportagem informando que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) deve dar o aval para a fusão com a Fibria. De acordo com a publicação, fontes ligadas ao tribunal informaram que o órgão antitruste não interpreta a fusão entre as empresas como uma causa de problemas concorrenciais.