Suzano, Fibria, Klabin e Embraer avançam com dólar alto em dia vermelho na B3

set 11, 2018

Em dia de forte queda no mercado brasileiro de ações como consequência da pesquisa Datafolha divulgada ontem, que mostra pouco avanço na intenção de voto a Jair Bolsonaro (PSL) e o crescimento de Ciro Gomes (PDT), são poucas as ações que fazem parte do Ibovespa que operam com ganhos.

A exceção fica justamente para empresas que tem sua receita beneficiada com a alta do dólar, como é o caso das papeleiras Suzano (SA:SUZB3), Fibria (SA:FIBR3) e Klabin (SA:KLBN11), além da fabricante de aeronaves Embraer (SA:EMBR3).

Suzano e Fibira lideram o Ibovespa, com ganhos respectivos de 0,87% (R$ 53,40) e de 0,65% (R$ 78,01). No caso das duas, ajuda também a notícia do avanço do processo de aprovação necessária para a conclusão da fusão entre as companhias. Atualmente, o valor de mercado em conjunto é de R$ 100 bilhões, se transformando na maior empresa de agronegócio do país.

Na quinta-feira (13) acontece a assembleia geral extraordinária das duas companhias, para aprovar a operação. Depois disso, vão restar a aprovação da Comissão Europeia e do Cade.

No caso da Klabin, os ganhos são de 0,05% a R$ 21,46.

Embraer é outra companhia que se favorece com a valorização da moeda americana, por ter boa parte de custos no Brasil e receitas ligadas ao dólar. Os ativos têm ganhos de 0,70% a R$ 20,07.

A estagnação de Bolsonaro, mesmo após o atentado da semana passada, nas pesquisas, com o crescimento de Ciro Gomes e Fernando Haddad (PT) levam preocupação aos investidores, principalmente em relação à privatização das estatais.

Eletrobras (SA:ELET3), por exemplo, lideram as perdas do Ibovespa perdendo 6,61% a R$ 14,82. Nem mesmo a forte alta do petróleo (+2,21% do WTI e +1,74% do Brent) é capaz de impedir que as ações da Petrobras (SA:PETR4) caiam 3,89% a R$ 18,51. Outro exemplo é Banco do Brasil (SA:BBAS3), que cai 3,66% a R$ 27,86.