Siderúrgicas e Vale recuam com tensão comercial e possibilidade de cota da UE

jun 28, 2018

Investing.com - As ações da Vale e das principais siderúrgicas brasileiras operam em queda na jornada desta quinta-feira, como reflexo das incertezas sobre a guerra fiscal entre os Estados Unidos e a China. Além disso, a edição de hoje do Valor Econômico traz notícia sobre a possibilidade da União Europeia impor cota importação do aço brasileiro.

Entre as siderúrgicas, a Gerdau (SA:GGBR4) lidera as perdas do Ibovespa ao recuar 1,70% a R$ 13,35, enquanto Usiminas (SA:USIM5) registra desvalorização de 0,56% a R$ 7,11. No caso das ações da CSN (SA:CSNA3), a queda é de 0,66% a R$ R$ 7,47.

Para a Vale (SA:VALE3), a queda é de 0,75% a R$ 47,95, com Bradespar (SA:BRAP4) recuando 1,09% a R$ 28,21.

De acordo com a reportagem, o objetivo da UE seria evitar o desvio para o mercado Europeu de aço que o Brasil, México e outros países não possam mais vender nos EUA, por conta das tarifas impostas lá.

Com a cota, a importação seria limitada aos volumes médios dos últimos anos. O jornal destaca que a UE tem até dezembro para tomar uma decisão, mas fontes indicam que medidas provisórias podem ser anunciadas já em julho.

As exportações representam 10 a 15% do volume da CSN e da Usiminas. Usando como base a Usiminas, 50 a 60% do volume exportado é para a Europa.

Para a XP Investimentos, se cota limitar a importação ao volume dos últimos anos, não deveria ter um impacto relevante às siderúrgicas Brasileiras. Dito isso, a medida gera incertezas, e pode trazer um barulho para o setor.