Petróleo interrompe longa sequência de quedas e deixa mínima de quase um mês

jul 17, 2018

Os preços do petróleo recuperaram parte das perdas da última semana nesta terça-feira com os investidores voltando a atenção para os dados dos EUA que devem mostrar outra redução nos estoques.

Em Nova York, o contrato futuro do WTI para entrega em agosto encerrou a sequência de quedas ao avançar US$ 0,02 para US$ 68,08 por barril, enquanto o Brent, em Londres, ganhou US$ 0,49, e encerrou a sessão negociado a US$ 72,33 por barril.

O tombo de mais de 10% no petróleo nos últimos cinco pregões levou a commodity para o mínimo de um mês a US$ 66,38 no intraday, o que desencadeou uma onda de compras técnicas, além de investidores passando a focar nos dados de estoque dos EUA.

O grupo privado American Petroleum Institute divulga seu relatório hoje às 17h30, seguido dos dados oficiais da Energy Information Administration que saem amanhã às 11h30.

Os últimos dias têm sido marcados por dados conflitantes de oferta global, com a retomada de exportação na Líbia e possíveis waivers de sanções para vendas do Irã se contrapondo com notícias de cortes na Venezuela.

Dois das quatro unidades de tratamento de petróleo da Venezuela devem passar por manutenção nas próximas semanas, o que poderá cortar até 700 mil barris por dia, segundo a Reuters.

Ainda pelo lado da oferta, a produção da Líbia subiu para 650 mil a 700 mil barris por dia e deve aumentar ainda mais depois que os embarques forem retomados nos portos do leste, informou a Bloomberg na terça-feira.

No entanto, Goldman Sachs disse recentemente que continua a esperar um déficit na oferta de petróleo, já que os estoques globais de petróleo estão baixos e a demanda por petróleo continua forte.

O banco manteve sua faixa de preço de US$ 70 a US$ 80 por barril, mas com volatilidade.