Petróleo em máxima de três anos devido a cortes na oferta

jun 28, 2018

Investing.com - A cotação do petróleo chegava à máxima de mais de três anos nesta quinta-feira em meio à redução nos estoques norte-americanos e às tensões entre os Estados Unidos e o Irã.

Os contratos futuros do petróleo dos EUA avançavam 1,04% para US$ 73,52 o barril às 11h15, seu maior nível desde outubro de 2014. Além disso, os contratos futuros de petróleo Brent, referência para preços do petróleo fora dos EUA, tinham alta de 0,57% e eram negociados a US$ 77,90 o barril.

A cotação do petróleo pois uma redução do petróleo bruto deu força aos mercados. Na quarta-feira, a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês) afirmou em seu relatório semanal que os estoques de petróleo bruto tiveram redução de 9,891 milhões de barris na semana que se encerrou em 22 de junho.

Analistas de mercado esperavam que os estoques de petróleo bruto tivessem redução de apenas 2,572 milhão de barris, ao passo que o Instituto Americano de Petróleo informou na terça-feira uma redução de 9,228 milhões. Investidores aguardam novos dados sobre a demanda por petróleo na sexta-feira, quando o relatório semanal de contagem de sondas da Baker Hughes for divulgado.

Os preços também foram reforçados pelas tensões entre o Irã e os EUA, já que autoridades americanas pediram a todos os países que parassem com as importações de petróleo iraniano a partir de novembro.

Uma interrupção inesperada do fornecimento no Canadá também aumentou os preços, após uma queda de energia na Syncrude Canada que poderia deixar o local fechado por pelo menos um mês. O corte na oferta poderia compensar os aumentos de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

A organização concordou na semana passada em elevar a produção com um aumento nominal de 1 milhão de barris por dia em meio à pressão dos EUA para reduzir os preços. Enquanto os membros da Opep acrescentarão cerca de 700 mil barris por dia, os fornecedores de petróleo externos à organização, liderados pela Rússia, acrescentariam o restante.

Em outras negociações de energia, os contratos futuros de gasolina RBOB avançavam 0,64% para US$ 2,1144 o galão, ao passo que o óleo de aquecimento tinha ganhos de 0,35% e era negociado a US$ 2,1873 o galão. Os contratos futuros de gás natural subiam 1,11% e estavam cotados a US$ 3,014 por milhão de unidades térmicas britânicas.