Petróleo em alta com guerra comercial suspensa

mai 21, 2018

Investing.com - A cotação do petróleo subia nesta segunda-feira, já que EUA e China deixaram a guerra comercial “suspensa” para discutir um acordo comercial.

A guerra comercial entre os EUA e a China está suspensa, já que os dois países trabalham em um acordo comercial, afirmou Steven Mnuchin, secretário do Tesouro dos EUA, no domingo. Os dois países estiveram envolvidos em disputas tarifárias retaliatórias nos últimos meses, mas se reuniram na semana passada em Washington para discutir suas diferenças comerciais.

A cotação do petróleo subiu após a notícia pois as tensões comerciais desapareciam, com Brent e WTI perto dos seus níveis mais altos desde novembro de 2014.

Contratos futuros de petróleo dos EUA, avançavam 0,45%, para US$ 71,69 o barril às 05h44, enquanto o petróleo Brent, referência para preços fora dos EUA, estava em alta de US$ 0,53% e era negociado a US$ 78,93 o barril.

Os preços do petróleo subiram mais de 70% no ano passado devido ao aumento da demanda e à oferta restrita pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

A Opep tem reduzido a produção em 1,8 milhão de barris por dia para impulsionar os preços do petróleo. O pacto teve início em janeiro de 2017 e deverá valer até o final de 2018. Embora os esforços do grupo para acabar com o excesso global de oferta tenham sido bem-sucedidos, a Arábia Saudita está pressionando para que os cortes se estendam até 2019.

Apesar dos cortes, os analistas dizem que a oferta está atendendo à demanda, pois há aumento na produção dos EUA. A contagem de sondas de petróleo em atividade nos EUA ficou inalterada em 844, seu nível mais alto desde março de 2015, de acordo com os dados mais recentes da Baker Hughes.

Em outras negociações de energia, contratos futuros de gasolina RBOB avançavam 0,31% para US$ 2,2430 o galão, ao passo que o óleo de aquecimento tinha ganhos de 0,43% e era negociado a US$ 2,2752 o galão. Contratos futuros de gás natural recuavam 1,09%, para US$ 2,816 por milhão de unidades térmicas britânicas, já que temperaturas mais frias do que o normal em toda a Europa reduziam a demanda.