Petróleo em alta com expectativas de redução da oferta e estoques dos EUA menores

ago 30, 2018

A cotação do petróleo nos EUA estava em alta nesta quinta-feira, com investidores especulando sobre uma redução adicional na oferta, já que os dados semanais de estoques dos EUA mostraram estoques decrescentes.

Por volta das 12h06, os contratos futuros de petróleo bruto WTI, negociados em Nova York, tinham alta de US$ 0,22, ou cerca de 0,32%, e eram negociados a US$ 68,69 o barril, não muito distantes da máxima intradiária de US$ 69,73.

Além disso, os contratos futuros de petróleo Brent, referência para preços do petróleo fora dos EUA, tinham alta de US$ 0,26, ou 0,34% e eram negociados a US$ 77,72 o barril.

A Opep confirmou no início da semana que o cartel e seus parceiros, liderados pela Rússia, realizaram 109% das restrições impostas à oferta de petróleo, após terem decidido reduzir os níveis para 100% perto do final de junho.

O comitê de monitoramento também expressou sua satisfação com os recentes indícios de que havia um bom equilíbrio entre oferta e demanda no mercado, levando à especulação de que o grupo talvez não precise aumentar ainda mais a produção.

Enquanto isso, os comerciantes também avaliavam o impacto das sanções dos EUA contra o Irã, que entrarão em vigo a partir de novembro, enquanto as esperadas interrupções no abastecimento da Venezuela forneciam outro foco de alta para os participantes do mercado.

Aumentando ainda mais o sentimento de compra nesta semana, dados oficiais do governo dos EUA divulgados na quarta-feira revelaram que os estoques comerciais de petróleo tiveram redução de 2,6 milhões de barris na semana encerrada em 24 de agosto, quatro vezes mais a menor redução que os mercados esperavam e enviando um sinal positivo na demanda de petróleo nos Estados Unidos.

Em outras negociações de energia, os contratos futuros de gasolina recuavam 0,05% para US$ 2,0015 o galão às 12h08, ao passo que o óleo de aquecimento tinha queda de 0,04% e era negociado a US$ 2,2478 o galão.

Por fim, os contratos futuros de gás natural recuavam 0,07%, para US$ 2,861 por milhão de unidades térmicas britânicas.