Petróleo continua a cair devido a preocupações com oferta

jun 04, 2018

Investing.com - A cotação do petróleo caía nesta segunda-feira em meio a preocupações com a produção de petróleo dos EUA e a possibilidade de aumento de oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e de países externos à organização.

Os contratos futuros do petróleo avançavam 1,11% para US$ 65,88 o barril às 11h33. Além disso, os contratos futuros de petróleo Brent, referência para preços do petróleo fora dos EUA, recuavam 1,9%, para US$ 75,95 o barril. Os preços foram contidos devido à preocupação de que a oferta em breve irá superar a demanda global por petróleo.

Duas sondas de petróleo foram acrescentadas à atividade de extração nos EUA na semana encerrada em 1º de junho, elevando a contagem total para 861, nível mais alto desde março de 2015, de acordo com dados de Baker Hughes, divulgados na sexta-feira.

A produção de petróleo dos EUA está atingindo níveis recordes desde o final do ano passado. Em março, teve aumento de 215.000 barris por dia e chegou a 10,47 milhões de barris por dia, um novo recorde mensal, informou a Administração de Informações sobre Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês) na semana passada.

Investidores também estão preocupados com o fato de que a OPEP e a Rússia podem aumentar a produção de petróleo em até um milhão de barris por dia em junho, já que a organização enfrenta perdas da Venezuela e do Irã.

A Opep tem reduzido a produção em 1,8 milhão de barris por dia para impulsionar os preços do petróleo. O pacto teve início em janeiro de 2017 e deverá valer até o final de 2018. A organização deve se reunir em Viena em 22 de junho.

Investidores irão analisar de perto os dados desta semana sobre os estoques de petróleo bruto para estimar a rapidez com que a oferta americana irá aumentar.

Em outras negociações de energia, os contratos futuros de gasolina recuavam 0,70% para US$ 2,1245 o galão, ao passo que o óleo de aquecimento tinha perdas de 0,60% e era negociado a US$ 2,1631 o galão. Os contratos futuros de gás natural tinham perdas de 0,61% e estavam cotados a US$ 2,944 por milhão de unidades térmicas britânicas.