Petróleo amplia perdas após dados dos estoques

ago 08, 2018

O petróleo West Texas Intermediate ampliava as perdas nas negociações desta quarta-feira na América do Norte, após dados terem mostrado uma redução menor do que se esperava nos estoques norte-americanos.

Os contratos de petróleo bruto com vencimento em setembro na Bolsa Mercantil de Nova York tinham perdas de US$ 1,45, ou 2,10%, e o barril era negociado a US$ 67,72 às 11h43, o que se compara a US$ 67,83 antes do relatório.

A Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês) afirmou em seu relatório semanal que os estoques de petróleo bruto tiveram redução de 1,351 milhão de barris na semana que se encerrou em 3 de agosto. Analistas de mercado esperavam que os estoques de petróleo bruto tivessem redução de 2,8 milhões de barris, ao passo que o Instituto Americano de Petróleo informou na terça-feira uma redução de 6 milhões de barris.

O Estoque em Cushing, Oklahoma, o principal ponto de entrega para o petróleo bruto da Nymex, teve redução de 590.000 barris na última semana, informou a EIA.

O total do petróleo bruto e estoques dos EUA ficou em 407,4 milhões de barris na semana passada, o que a EIA considera estar "1% abaixo da média de cinco anos para esta altura do ano".

O relatório também mostrou que os estoques de gasolina tiveram aumento de 2,900 milhão de barris, em comparação às expectativas de 1,700 milhão de barris de redução, ao passo que estoques de destilados tiveram aumento de 1,230 milhão de barris, em comparação com projeções de 220.000 barris de aumento.

Enquanto isso, os preços do petróleo foram contidos pela notícia de que a China irá uma tarifa retaliatória de 25% sobre US$ 16 bilhões em produtos importados dos EUA, incluindo o petróleo. As tensões comerciais continuavam nesta semana depois que os EUA anunciaram uma tarifa de 25% sobre os US$ 16 bilhões em produtos chineses, que entrará em vigor em 23 de agosto.

Do outro lado do Atlântico, na Bolsa de Futuros ICE em Londres, o petróleo Brent recuava 1,94% para US$ 74,20, ao passo que os contratos futuros de gasolina tinham queda de 2,15% e eram negociados a US$ 2,0475 o galão enquanto o óleo de aquecimento tinha perdas de 1,56% e estava cotado a US$ 2,1361 o galão.