Pesquisa da corretora Genial mostra Bolsonaro com 30% e Haddad com 17%; Ciro e Alc

set 21, 2018

Arena do Pavini - Pesquisa feita por telefone pela corretora Genial Investimentos, em parceria com o instituto Brasilis, confirma a polarização no primeiro turno da eleição presidencial entre Jair Bolsonaro, do PSL, com 30%, e Fernando Haddad, do PT. Bolsonaro aparece com 30% das intenções de voto estimulado (quando o entrevistado recebe uma lista de nomes para escolher) e Haddad tem 17%. Em seguida, aparecem tecnicamente empatados Ciro Gomes, do PDT, com 7%, Geraldo Alckmin, do PSDB, com 7%, Marina Silva, da Rede, com 6%, e João Amoêdo, do Novo, com 6%. Álvaro Dias, do Podemos, tem 4% e Henrique Meirelles, do MDB, tem 3%.

Foram realizadas mil entrevistas em todas as regiões do país. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um intervalo de confiança de 95%.

No voto espontâNEO, em que o entrevistado lembra o nome de um candidato, Bolsonaro lidera com 28% das intenções de voto, enquanto Haddad tem 14%. Ciro tem 6%, Alckmin 3% e Amoêdo, 2%, mesmo percentual de Álvaro Dias. Mariana Silva tem 1%, junto com Meirelles e Cabo Daciolo.

Na simulação de segundo turno mais provável, haveria empate técnico entre os candidatos, com vantagem numérica de Bolsonaro 42% sobre Haddad 40%. A pesquisa mostra polarização entre os candidatos do PT e do PSL no primeiro turno e disputa acirrada entre eles no segundo turno. A diferença entre o candidato do PT e o candidato do PDT no primeiro turno é de 10 pontos porcentuais, mas diminui sensivelmente no segundo.

O desempenho de Haddad é melhor entre eleitores com ensino fundamental e beneficiários do programa Bolsa-Família. Já Bolsonaro se destaca entre segmentos de escolaridade mais elevada.
Além da faixa social, nessa eleição há dois fatores que parecem determinar o voto: gênero e religião, avalia a pesquisa da Genial. Bolsonaro se destaca entre os homens, mas tem dificuldades com o eleitorado feminino (que prefere Haddad no 2º turno). Por sua vez, o desempenho de Bolsonaro entre o eleitorado evangélico parece ser fator fundamental para explicar o patamar elevado atingido pelo candidato na pesquisa, diz a corretora.

Por Money Times