Para Itaú, taxa de desemprego deve permanecer elevada até o fim de 2019

ago 01, 2018

Ontem, o IBGE divulgou que a taxa de desemprego do Brasil, entre os meses de abril e junho, apresentou queda de 0,7 ponto percentual, indo para 12,4%. Para Itaú (SA:ITUB4), apesar da desaceleração, os números ainda são elevados e devem permanecer assim até 2019. Além disso, o banco destaca que o crescimento do emprego ficou estagnado na base trimestral, mostrando uma desaceleração na anual, o que indica um ritmo de crescimento econômico fraco.

Na visão do Itaú, considerando o ajuste sazonal, a taxa de desemprego deve continuar alta, em 12,3% no fechamento deste ano, caindo levemente para 12,1% ao final do ano que vem. A previsão é de taxa média de 12,4% em 2018 e de 12,2% em 2019. Os analistas lembram que em 2017 a média foi de 12,7%.

O levantamento do banco leva em consideração as condições financeiras complicadas que têm sido observadas nos últimos meses, alinhadas com um cenário externo mais complexo para as economias emergentes. Além disso, as incertezas locais com a cena política impedem de traçar previsões sobre o avanço das reformas.

Isso fica evidente, segundo do banco, nos recentes números da geração líquida de empregos formais, informada pelo Caged, e também das últimas pesquisas da PNAD Contínua.

Um ponto positivo na pesquisa do IBGE ficou para o aumento da renda, que eleva assim a massa salarial real. Os salários nominais tiveram alta de 2,1% no trimestre, encerrando junho com ganhos de 4,2% na base anual.

O salário médio aumentou 1,1% no trimestre e 0,8% na comparação anual. Com o ganho no salário médio, a massa salarial cresceu 1,5% no trimestre e 2,3% no ano.