Ouro em baixa devido a alívio de temores de guerra comercial

jun 27, 2018

Investing.com - A cotação do ouro estava em baixa nesta quarta-feira, com o dólar se fortalecendo e as tensões comerciais diminuindo.

Na divisão Comex da Bolsa Mercantil de Nova York, os contratos futuros de ouro recuavam 0,20% para US$ 1.257,40 a onça troy por volta das 11h45.

As preocupações a respeito de uma guerra comercial diminuíram após a notícia de que a administração da Casa Branca irá adotar uma abordagem menos severa com relação às restrições ao investimento estrangeiro. O presidente Donald Trump quer que o Congresso aprove e atualize o Comitê de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos (CFIUS, na sigla em inglês) para proteger a tecnologia nacional, de acordo com um alto funcionário do governo, e não irá invocar uma lei nacional de emergência sobre a China.

Investidores estiveram nervosos nos últimos dias, com medo de que Trump limitasse o investimento estrangeiro em empresas de tecnologia dos EUA em um movimento mais recente da guerra comercial.

Investidores muitas vezes recorrem ao ouro em tempos de incerteza política, já que o metal precioso é frequentemente considerado um porto seguro em relação ao impacto da geopolítica, mas o ouro tem lutado em meio aos mais recentes riscos políticos.

Enquanto isso, o dólar norte-americano estava em baixa. O ouro normalmente sobe quando o dólar cai, já que o metal precioso é cotado na moeda norte-americana e é sensível a movimentos da divisa.

O índice dólar, que mede a força da moeda frente a uma cesta ponderada de seis principais divisas, avançava 0,34% e permanecia próximo à máxima de um ano de 94,68.

O metal se torna mais caro para detentores de outras moedas quando o dólar sobe e mais barato quando cai.

Ainda na divisão Comex, os contratos futuros da prata tinham queda de 0,15% e eram negociados a US$ 16,225 por onça troy. Quanto a outros metais preciosos, os contratos futuros de platina recuavam 1,91% para US$ 858,00, enquanto os contratos futuros de paládio caíam 0,94% e eram negociados por US$ 945,70 a onça. Os contratos futuros do cobre avançavam 0,13% para US$ 3,021 a libra.