Light opera estável com queda de 50% do prejuízo; mercado se divide com resultado

ago 14, 2018

Após divulgar balanço do segundo trimestre do ano, as ações da Light (SA:LIGT3) são negociadas com estabilidade na bolsa paulista, a R$ 11,80. A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 25 milhões no segundo trimestre de 2018, uma queda de 50,1% na comparação com o mesmo período do ano passado.

De abril a junho deste ano, a receita operacional líquida subiu 21,5% em base anual, para R$ 2,78 bilhões.

Nos últimos seis pregões, a elétrica perdeu mais de 11%;

Na avaliação da Mirae Asset, o resultado operacional foi positivo e o prejuízo foi decorrente de impacto do financeiro. A empresa ainda continua bastante endividada, e com covenants ainda acima do limite.

Os analistas esperam melhora ao longo dos próximos trimestres, mas o grande evento para a LIGT3, será a venda da participação da Cemig (SA:CMIG4) na empresa. Com a entrada de um novo controlador, espera-se uma redução do endividamento e uma política mais dura para as perdas.

A corretora mantém a recomendação de a compra, com upside de 52%. A ação negocia a um múltiplo EV/Ebitda 2018 de 51,x e de 4,5x para 2019.

A XP Investimentos fez uma leitura negativa do balanço, que ficaram abaixo do consenso, principalmente tendo em vista piores resultados de geração com a menor hidrologia no trimestre e ainda elevadas despesas de provisão com inadimplência no negócio de distribuição.

Ainda no campo negativo, a XP nota o aumento das perdas não técnicas (desvios de energia), ilustrando as maiores dificuldades de operação com a crise do Rio de Janeiro. A corretora espera uma reação negativa para as ações, mas destacam que as mesmas já negociam a patamares excessivamente descontados.

Para a Coinvalores, a Light frustrou o mercado. A corretora destaca que o segmento de distribuição apresentou expressiva melhora, sobretudo em razão do aumento de 4,9% no mercado faturado e do menor volume de provisões para crédito de liquidação duvidosa.

Todavia, o setor de geração reportou números mais modestos, tendo em vista a mudança na estratégia de sazonalização da companhia. De toda forma, o EBITDA mais que dobrou, e a margem saiu de 9,2% para 16,1% em doze meses. Contudo, a maior despesa financeira do trimestre culminou em mais um prejuízo, dessa vez de R$ 25 milhões.

Com Reuters.