Ibovespa futuro segue exterior e abre a quarta-feira caindo mais de 1,5%

ago 15, 2018

Após encerrar a jornada de ontem com alta de 1,55%, o índice futuro do Ibovespa segue a cena externa negativa e cai 1,48% aos 78.070 pontos, nos primeiros negócios da manhã. O dia se mostra negativo para as bolsas europeias, que caem mais de 1%, e também para os indicadores futuros de Wall Street.

Os investidores por todo o mundo seguem atentos aos dados negativos da economia chinesa, que ocorrem em meio a uma guerra comercial entre com os Estados Unidos, que ameaça pressionar ainda mais a segunda maior economia do mundo.

Na agenda americana, o destaque da jornada está para os números das vendas do varejo de julho, com o mercado projetando crescimento de 0,2% em julho, depois do avanço de 0,5% em junho. Já para a produção industrial, o mercado aposta em alta de 0,3%, contra crescimento de 0,6% em junho.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 3,29 por cento em junho, fechando o segundo trimestre com queda de 0,99 por cento em relação aos três meses anteriores, informou o BC nesta quarta-feira.

O resultado mensal veio melhor que a expectativa de analistas em pesquisa da Reuters de expansão de 3,0 por cento.

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) subiu 0,51 por cento em agosto, sobre elevação de 0,93 por cento no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta quarta-feira. Pesquisa Reuters com analistas mostrava uma projeção de avanço de 0,57 por cento no período.

Índice de Preços ao Produtor Amplo-10 (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral, subiu 0,64 por cento em agosto, sobre alta de 0,99 por cento no mês anterior.

O ritmo do mercado, por aqui, deve seguir o exterior, mas a cena política local merece atenção. Termina hoje, às 19 horas, o prazo para o registro das candidaturas ao Palácio do Planalto, com o PT mantendo a estratégia de registrar o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta quarta mostra que, no cenário sem Lula (PT), Jair Bolsonaro (PSL) lidera a corrida presidencial, com 23,9% dos votos. Em segundo vem Marina Silva (Rede), que possui 13,2%, seguida por Ciro Gomes, com 10,2%. Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 8,5%, Alvaro Dias (Podemos) 4,9% e Fernando Haddad (PT) com 3,8%.

Bolsas Internacionais

Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,68 por cento, a 22.204 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 1,55 por cento, a 27.323 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 2,06 por cento, a 2.723 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 2,38 por cento, a 3.292 pontos.

Na Europa, com os mercados em operação, o dia demonstra ser de mais perdas para os principais índices acionários. Em Frankfurt, o DAX tem queda de 1,00% aos 12.235,15 pontos, enquanto que em Londres o FTSE recua 1,15% aos 7.524,21 pontos. No caso de Paris, o CAC registra desvalorização 1,20% aos 5.338,11 pontos.

Commodities

Na sessão desta quarta-feira, na bolsa de mercadorias de Dalian, na China, os contratos futuros do minério de ferro tiveram mais um dia de perdas, recuando desta vez 1,66% e encerrando o dia cotado a 502,50 iuanes por tonelada, para os ativos com data de vencimento em janeiro de 2019. A variação diária no preço da commodity foi de 8,50 na jornada.

No caso do vergalhão de aço, o dia foi levemente positivo para os ativos, que encerram em sua maioria com ganho, na bolsa de mercadorias de Xangai. Os contratos de maior liquidez, para outubro deste ano, a variação positiva foi de 4 iuanes para um total de 4.345 iuanes por tonelada. O segundo papel mais negociado, para janeiro, a alta foi de 11 iuanes para 4.165 iuanes por tonelada.

A jornada também é negativa para os preços do petróleo nos mercados internacionais. O barril do tipo WTI, negociado em Nova York, tem perdas de 1,30%, ou US$ 0,87, a US$ 66,17. Já o barril do tipo Brent, de Londres, as perdas são de 0,99%, ou US$ 0,72, a US$ 71,74.

Mercado Corporativo

A estatal mineira de eletricidade Cemig apresentou um prejuízo líquido de 60,370 milhões de reais no segundo trimestre de 2018, ante lucro de 138,1 milhões de reais no mesmo período de 2017. A empresa teve lucro líquido de 464,6 milhões de reais no primeiro trimestre de 2018.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização(Ebitda) somou 810,143 milhões de reais, aumento de 9,53 por cento ante o segundo trimestre do ano passado. A receita com fornecimento bruto de energia somou 5,838 bilhões de reais, ante 5,801 bilhões de reais no mesmo período de 2017, representando aumento de 0,65 por cento.

A Marfrig teve prejuízo líquido de 582 milhões de reais no segundo trimestre, ante prejuízo de 262 milhões de reais no mesmo período do ano anterior, em um resultado impactado pela adesão da empresa ao programa de renegociação da dívida do Funrural, informou a companhia na noite de terça-feira.

A empresa ainda apurou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 461 milhões de reais entre abril e junho, alta de 199 por cento em relação ao Ebitda ajustado de 154 milhões de reais no mesmo período do ano passado.

A Estácio Participações teve lucro líquido de 236,9 milhões de reais no segundo trimestre, alta de 42,5 por cento em relação ao mesmo intervalo do ano passado, informou o segundo maior grupo de educação superior do país na noite de terça-feira.

A companhia ainda apurou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 274,1 milhões de reais entre abril e junho, aumento de 7,9 por cento na comparação anual.

A Anima Educação anunciou nesta terça-feira a eleição de Marcelo Battistella Bueno, então vice-presidente executivo da companhia, ao cargo de presidente, em substituição ao sócio-fundador Daniel Castanho.

Em fato relevante, a empresa esclarece que a Daniel deixou a presidência para liderar o conselho de administração, no lugar de Daniel Goldberg, que por sua vez ocupará a posição de vice-presidente do colegiado. Ainda segundo o comunicado, as mudanças visam aprimorar a governança corporativa da Anima Educação.

O grupo de alimentos JBS fechou o segundo trimestre com prejuízo consolidado de cerca de 827 milhões de reais, revertendo resultado positivo de um ano antes em meio a impacto bilionário de variação cambial sobre o resultado financeiro da companhia.