Ibovespa futuro abre a quinta-feira com desvalorização

ago 23, 2018

Após encerrar a sessão da véspera com ganhos de mais de 2%, o índice futuro do Ibovespa abre a sessão desta quinta-feira com perdas de 0,54% aos 77.255 pontos, em um cenário de indefinição das bolsas internacionais e também nos índices futuros de Wall Street.

Os EUA e a China adotaram tarifas de 25 por cento sobre 16 bilhões de dólares em produtos um do outro, cumprindo ameaças feitas neste mês.

"As tarifas já eram totalmente esperadas pelo mercado. Mas o futuro das discussões e como os Estados Unidos e a China jogarão o jogo permanecem como grandes incógnitas no momento", disse Zhang Gang, analista da Central China Securities.

Os mercados cambiais não se incomodaram com a imposição de novas tarifas, com os analistas do mercado observando que o impacto sobre o iuan já havia sido precificado há muito tempo.

A agenda americana tem como destaque mais dados do mercado imobiliário e dos pedidos de auxílio-desemprego, além do início do simpósio anual econômico Jackson Hole, na sede de Kansas do Federal Reserve. O tema deste ano será “Mudança na Estrutura de Mercado e Implicações para a Política Monetária”.

Por aqui, a cena eleitoral deve seguir dominado as atenções a medida que se aproxima o início da campanha eleitoral no rádio e na TV. Os próximos debates, que podem não contar com a participação de Jair Bolsonaro (PSL), também seguem no radar dos investidores.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou a alta a 0,10 por cento na terceira quadrissemana de agosto, de 0,19 por cento na segunda prévia do mês, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A principal contribuição para o resultado partiu do grupo de Habitação, que apresentou variação positiva de 0,49 por cento, ante o avanço de 0,71 por cento registrado na apuração anterior.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 0,13% em agosto, 0,51 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de julho (0,64%). Esta é a menor taxa para um mês de agosto desde 2010 (-0,05%). No acumulado do ano, a variação foi de 3,14%. O acumulado dos últimos doze meses ficou em 4,30%, abaixo dos 4,53% registrados nos doze meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2017, a taxa foi de 0,35%.

Bolsas Internacionais

Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 0,22 por cento, a 22.410 pontos. Em Hong Kong, o índice HANG SENG caiu 0,49 por cento, a 27.790 pontos. Em Xangai, o índice SSEC ganhou 0,37 por cento, a 2.724 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,36 por cento, a 3.320 pontos.

Na Europa, o dia ainda é de rumos indefinidos nas principais praças do continente. Em Frankfurt, o DAX tem perdas de 0,11% aos 12.372,32 pontos, enquanto que em Londres o FTSE perde 0,01% aos 7.573,50 pontos. Já em Paris, o CAC tem valorização de 0,13% aos 5.427,78 pontos.

Commodities

Mais uma vez a sessão na bolsa de mercadorias de Dalian, na China, foi marcada por perdas no valor dos contratos futuros do minério de ferro. Os ativos com data de vencimento em janeiro de 2019 recuaram 1,42% a 487,0 iuanes por tonelada do produto. Com isso, a variação diária no preço da commodity foi de 7 iuanes.

Para o vergalhão de aço, que tem seus papéis transacionados na bolsa de mercadorias de Xangai, a quinta-feira também foi de perdas. Os ativos de maior volume de negócios, para janeiro de 2019, tiveram queda 76 iuanes para 4.280 iuanes por tonelada. Já o segundo contrato de maior liquidez, para outubro deste ano, a queda foi de 56 iuanes a 4.443 iuanes por tonelada.

Para o petróleo, a sessão é de rumos distintos para as duas principais referências internacionais. Em Nova York, o barril do tipo WTI ganha 0,09%, ou US$ 0,06, a US$ 67,92. Já em Londres, o Brent recua 0,12%, ou US$ 0,09, a US$ 74,69.

Mercado Corporativo

País deve extrair 5,5 milhões de barris de petróleo por dia em 2027 País deve extrair 5,5 milhões de barris de petróleo por dia em 2027

A produção de petróleo vai atingir 5,5 milhões de barris por dia em 2027, segundo estimativa do diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, apresentada no 49º Congresso Brasileiro de Geologia, no Centro de Convenções SulAmérica.

Durante a palestra A retomada da indústria de petróleo e gás no Brasil, ele revelou que estudos realizados pela empresa Shell indicam que na mesma época o Brasil terá condição de exportar de 6 milhões a 7 milhões de barris por dia de petróleo, o que mostra uma produção superior a estimada por ele. “Eu falo que a produção estará em 5,5 milhões, e dizem que sou otimista, e essas companhias fazem estudos e sabem o potencial brasileiro. Nós precisamos ter a capacidade de ter gestão suficiente para fazer isso acontecer”.

Pelos números de junho deste ano, a produção de petróleo no Brasil atingiu 2,6 milhões de barris por dia (bpd), enquanto o gás alcançou 115 milhões de m³/d no mesmo mês.

O GPA (SA:PCAR4), maior grupo varejista do país, informou que seu conselho de administração aprovou nesta quarta-feira a emissão de 1,2 bilhão de reais em debêntures não conversíveis.

A operação será feita em duas séries, uma com prazo de três anos e a outra de quatro anos.

Segundo o GPA, os recursos a serem captados com a emissão serão usados para reforço do capital de giro e/ou alongamento do perfil de endividamento.

O país fechou o mês de julho com a criação de 47.319 postos no mercado de trabalho, o melhor desempenho para este mês desde 2012, ano em que foram abertos mais de 142,4 mil empregos com carteira assinada. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje (22) pelo Ministério do Trabalho.

Ao todo, no mês foram abertas 1.219.187 vagas, enquanto o número de demissões foi de 1.171.868, revertendo o resultado negativo apurado em junho, quando foram fechados mais de 600 postos formais de trabalho.

De janeiro a julho, o saldo de admissões e demissões segue positivo, com a abertura de 448,2 mil novos postos. Se mantiver a tendência até o fim do ano, o Brasil terá interrompido uma sequência de três anos de queda, quando foram encerrados mais de 2,88 milhões de empregos formais, entre 2015 e 2017.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nesta quarta-feira a lista dos 57 participantes da audiência pública, agendada para o próxima dia 28 de setembro, para discutir a liminar concedida em julho que determinou que a venda de empresas públicas depende de aprovação pelo Congresso.

No despacho obtido pela Reuters, Lewandowski disse que fez uma seleção dos inscritos diante da "inviabilidade processual" de se acatar 116 requerimentos. Ele disse que levou em conta, para fazer a triagem, a representatividade, a especialização técnica e expertise do expositor ou da entidade interessada e ainda a pluralidade de perspectivas argumentativas.

A lista dos oradores será dividida em 19 grupos. Constam, por exemplo, o professor de Direito Carlos Ari Sundfeld, como representante da Petrobras (SA:PETR4); Roberto Torres dos Santos, pelo BNDES; Carlos Eduardo Rodrigues Pereira, representante dos Empregados no Conselho de Administração da Eletrobras (SA:ELET3); e o ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli, expositor em nome do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (INEEP).

Agenda de Autoridades

Nesta quinta-feira, o presidente Michel Temer tem como único compromisso público oficial, uma reunião com Esteves Colnago, Ministro de Estado do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

A agenda de Eduardo Guardia, ministro da Fazenda, traz também apenas um compromisso, que é a reunião da OCDE, no próprio ministério, em Brasília.

Com Reuters.