Gafisa opera com ganhos após ver prejuízo cair 84% no segundo trimestre

ago 10, 2018

Em dia marcado pela aversão ao risco nos mercados por todo o mundo, a ações da Gafisa (SA:GFSA3) operam com alta de 0,58% a R$ 12,17. A companhia divulgou balanço do segundo trimestre do ano, que apresentou queda de 84% no prejuízo na comparação com mesmo período do ano passado.

Para o Banco do Brasil (SA:BBAS3) Investimentos (BB-BI), a Gafisa apresentou resultados positivos neste trimestre. A empresa vem apresentando uma tendência de alta em sua receita líquida e margens, o que sugere que, no curto prazo, será capaz de fornecer resultados positivos e contribuir para resolver o problema de alavancagem da Gafisa. Considerando as perspectivas positivas à frente, mas com o ROE LTM negativo também em mente, o BB-BI mantém a recomendação de market perfom, com preço-alvo em R$ 10,80.

Os analistas destacam que no início deste mês, a Gafisa divulgou um fato relevante informando que o GWI Group, proprietário de 25,7% das ações da Gafisa, convocou uma assembleia para remover os membros atuais do Conselho de Administração e eleger novos membros.

Para eles, esse movimento deve ser visto com cautela, pois, o conselho executivo da Gafisa vem tomando medidas para criar valor para a empresa pela retomada de lançamentos comprovadamente adequados e que contribuirão para a melhoria das margens e sua gradual desalavancagem.

Na visão da Mirae Asset, apesar do resultado melhor do que no 2T17, ficou em linha com o esperado, mas ainda fraco. Para o segmento de atuação da Gafisa, a corretora espera uma recuperação mais para frente, principalmente em 2019. Devido a falta de upside para a GFSA3, eles recomendam a venda. A ação negocia a um múltiplo EV/Ebitda 2018 de 71,9x e para 2019 de 11,7x.

A Gafisa teve prejuízo de R$ 29,4 milhões e foi menor em 84% em relação ao 2T17. A receita líquida cresceu 105,3%, para R$ 302,3 milhões. A margem bruta ajustada passou de 8,4%, no segundo trimestre de 2017, para 34,5% de abril a junho.

A companhia registrou Ebitda ajustado de R$ 29,4 milhões, ante o indicador negativo de R$ 170,5 milhões no segundo trimestre do ano passado. A geração de caixa foi de R$ 26,7 milhões de abril a junho. No fim de junho, a alavancagem medida por dívida líquida sobre patrimônio líquido era de 82,2%.