Futuros do minério de ferro abrem a semana com desvalorização na bolsa de Dalian

set 10, 2018

Os contratos futuros do minério de ferro encerram a sessão desta segunda-feira, na bolsa de mercadorias chinesa da Dalian, com queda de 0,70% a 497,50 iuanes por tonelada, nos ativos de maior liquidez e data de entrega em janeiro de 2019. Dessa forma, a variação foi de 3,50 iuanes por tonelada na sessão.

No caso do vergalhão de aço, com os ativos transacionados na bolsa de mercadorias de Xangai, na China, o dia foi positivo para todos os contratos. O ativo de maior liquidez, para janeiro de 2019, os ganhos foram 74 iuanes, aos 4.284 iuanes por tonelada. Já os papéis de outubro, segundo em volume de negócios, a alta foi de 125 iuanes a 4.591 iuanes por tonelada.

Os índices acionários chineses fecharam em queda nesta segunda-feira após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar impor tarifas sobre quase todas as exportações chinesas aos EUA, e depois de uma publicação em sua conta no Twitter que abalou os fornecedores da Apple (NASDAQ:AAPL).

Trump alertou na sexta-feira que está pronto para impor tarifas sobre praticamente todas as importações chinesas para os EUA, ameaçando tarifar mais 267 bilhões de dólares em produtos, além das taxas sobre os 200 bilhões de dólares em importações que devem entrar em vigor nos próximos dias.

A China disse na sexta-feira que vai aumentar as reduções fiscais sobre exportações para 397 itens, que vão desde produtos siderúrgicos até eletrônicos, em uma tentativa de aumentar as perspectivas de embarques em meio à guerra comercial com os Estados Unidos.

O superávit comercial da China com os Estados Unidos aumentou para um nível recorde em agosto, mesmo com o crescimento das exportações do país desacelerando um pouco, um resultado que pode levar o presidente Donald Trump a aumentar a pressão sobre Pequim em sua disputa comercial.

Trump ainda publicou em sua conta no Twitter que a Apple deveria fabricar seus produtos nos Estados Unidos se quiser evitar ser atingida pelas tarifas sobre as importações chinesas.

Com Reuters.