Fique por dentro de 5 principais notícias do mercado desta sexta-feira

out 05, 2018

Confira as cinco principais notícias desta sexta-feira, 5 de outubro, sobre os mercados financeiros:

1. Relatório de empregos em destaque

O relatório de emprego de setembro estará em foco na sexta-feira, enquanto os investidores buscam a confirmação de que o Federal Reserve aumentará as taxas de juros em dezembro.

O Departamento do Trabalho dos EUA divulgará os números às 9h30.

Em média, os economistas esperam que as folhas de pagamento não-agrícolas tenham crescido 185.000 no mês passado, abaixo do aumento de 201.000 em agosto. A taxa de desemprego deverá cair para 3,8%.

Espera-se que os ganhos médios por hora aumentem 0,3% em setembro, um ganho de 2,8% ano a ano.

A recente enxurrada de dados econômicos fortes aumentou as expectativas de que o Fed elevará as taxas. Se o relatório da folha de pagamento for mais forte que o esperado e o crescimento dos salários continuar estagnado, os rendimentos poderão subir.

O título do tesouro americano com vencimento de 10 anos, que é referência do mercado, subiu esta semana, levando a um sell-off após comentários do presidente do Fed, Jerome Powell, que indicaram que o banco central poderia mover-se além de um nível neutro em relação às taxas.

O rendimento no período de 10 anos subiu para 3,206%, perto de níveis que não são vistos desde 2011.

2. Mike Pompeo visitará a Coréia do Norte

O secretário de Estado, Mike Pompeo, deve viajar para a Coréia do Norte pela quarta vez este ano. Sua visita no sábado se concentrará nas negociações de desnuclearização com o líder norte-coreano Kim Jong Un.

Espera-se também que Pompeo viaje para o Japão, Coréia do Sul e China entre os dias 6 e 8 de outubro, segundo o Departamento de Estado norte-americano.

A visita acontece antes de uma segunda reunião planejada entre Kim e o Presidente Donald Trump.

"Eu acho que o secretário estar fazendo sua quarta viagem em menos de um ano, mostra o progresso e a força das negociações", disse a porta-voz do departamento de estado, Heather Nauert, disse a repórteres. "Claro, temos muitas muito que conversar, mas estamos ansiosos para os próximos passos nesta conversa", acrescentou.

As bolsas globais caíam nesta sexta-feira, com Wall Street prestes a abrir em baixa, com o aumento do rendimento do Tesouro pesando sobre os mercados.

Os futuros do S&P 500 caíam 0,12% enquanto os futuros do Dow recuavam 0,08% e o índice futuro de tecnologia NASDAQ 100 caía 0,27%.

O comércio na Europa foi fraco, já que a crise orçamentária da Itália e o aumento nos rendimentos do tesouro americano preocuparam os investidores.

Enquanto isso, na Ásia, as ações fecharam no vermelho. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,19%, enquanto no Japão, o TOPIX fechou em queda de 0,47% e o Nikkei 225 perdeu 0,58%.

Na China continental, as bolsas fecharam durante a semana para um feriado nacional.

4. Dólar em alta antes de dados sobre emprego nos EUA

O dólar ganhou força na sexta-feira, com os investidores aguardando o relatório mensal de empregos.

O índice dólar, que mede a força da moeda frente a uma cesta ponderada de seis principais divisas, ficou em 95,54, depois de atingir a alta de 95,78, a maior alta desde 20 de agosto. O dólar foi impulsionado por dados econômicos otimistas que aumentaram as expectativas de um aumento da taxa do Fed em dezembro.

Enquanto isso, a libra esterlina recuou de ganhos anteriores, após relatos de que um acordo Brexit entre o Reino Unido e a União Europeia estava muito perto de ser selado. O par GBP/USD subia para US$ 1,3040.

5. Preços do petróleo sobem antes das sanções americanas contra o Irã.

Os preços do petróleo estiveram ligeiramente mais altos na sexta-feira, com a proximidade das sanções sobre o Irã pesando sobre as perspectivas de oferta do mercado e os investidores esperando pelos dados semanais de contagem de sonda.

As sanções devem entrar em vigor em 4 de novembro e já provocaram a queda das exportações de petróleo do Irã.

Analistas da área energia temem que a OPEP e outros grandes produtores não-OPEP, incluindo a Rússia, tenham pouca capacidade de reposição para aumentar a produção, e compensar a crise de oferta, alguns agora acham que o patamar de US$ 100 por barril para o petróleo bruto pode ser alcançado no final do ano ou no início de 2019.

A contagem semanal de sondas da Baker Hughes, que é um indicador importante sobre a produção de petróleo e a demanda de derivados de petróleo, será divulgada mais tarde. Os estoques americanos subiram na semana passada, chegando para quase 8 milhões, o maior aumento nos estoques semanais desde março de 2017.