Fique por dentro de 5 principais notícias do mercado desta segunda-feira

ago 20, 2018

Confira as cinco principais notícias desta segunda-feira, 20 de agosto, sobre os mercados financeiros:

1. Bolsas globais em alta antes de negociações comerciais entre EUA e China

As bolsas globais estavam em alta, com os investidores aguardando o resultado das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China ainda nesta semana, o que os mercados esperam que leve a um abrandamento das suas disputas comerciais.

As negociações devem ocorrer em Washington até quarta e quinta-feira, pouco antes de novas taxas dos EUA sobre produtos chineses entrarem em vigor.

A maioria das bolsas asiáticas fechou com ganhos, com as bolsas na China continental se saindo melhor, já que o yuan chinês se recuperou dos recentes níveis baixos.

O Índice Shanghai Composite fechou em alta de 1,1%, depois de cair para o menor valor em dois anos na sexta-feira, enquanto o yuan alcançou seu pico em uma semana, com Pequim agindo para evitar um teste do nível psicologicamente importante de 7,0000 por dólar.

Na Europa, quase todas as principais bolsas da região operavam em alta, com exceção da Itália, pois o apetite por ativos mais arriscados melhorou devido a esperança de um desanuviamento na guerra comercial.

Entre os índices nacionais, o DAX da Alemanha, com forte presença de exportadores, tinha um desempenho superior, subindo em torno de 1%.

O clima otimista parecia destinado a ir para Wall Street, com os principais índices prontos para abrir perto de máximas de vários meses.

Às 06h35, o índice blue chip futuros do Dow subia 70 pontos, ou cerca de 0,3%, os futuros do S&P 500 avançavam 6 pontos, ou cerca de 0,2%, enquanto o índice futuro de tecnologia NASDAQ 100 indicava ganho de 27 pontos ou cerca de 0,4%.

A temporada de resultados do segundo trimestre desacelerou, mas ainda são esperados resultados de alguns varejistas, incluindo Target (NYSE:TGT), TJX (NYSE:TJX), Kohl’s (NYSE:KSS), L Brands (NYSE:LB), Gap (NYSE:GPS) e Foot Locker (NYSE:FL).

2. PepsiCo deve adquirir SodaStream em acordo de US$ 3,2 bilhões

A gigante de bebidas e salgadinhos PepsiCo (NASDAQ:PEP) anunciou planos de adquirir a fabricante de máquinas para fazer bebidas carbonatadas em casa Sodastream (NASDAQ: SODA) por US$ 3,2 bilhões, já que a primeira busca uma vantagem em bebidas saudáveis em sua batalha com a rival Coca-Cola.

Sob os termos do acordo, a PepsiCo vai adquirir a SodaStream por US$ 144 por ação em dinheiro, representando um ágio de 11% no preço de fechamento de US$ 129,85 na sexta-feira.

A SodaStream, empresa com sede em Tel Aviv que fabrica máquinas que transformam a água da torneira em água gaseificada, ajudará a diversificar o portfólio de lanches e bebidas da PepsiCo.

Para a compra, o grupo com sede em NY usará dinheiro em caixa para financiar a aquisição.

O acordo deve ser fechado em janeiro.

3. Dólar sobe no início de semana movimentada

Saindo do mercado de capitais o dólar dos EUA subia frente a uma cesta de moedas, impulsionado pelas expectativas de negociações comerciais que os investidores esperam aliviar as tensões entre os EUA e a China.

O índice dólar, que mede a força da moeda frente a uma cesta ponderada de seis principais divisas, avançava 0,2% para 96,21 após ter caído 0,5% na sexta-feira, o maior declínio de um dia em um mês.

No mercado de títulos, os preços dos títulos do Tesouro dos EUA subiam, empurrando os rendimentos para baixo de forma geral. O rendimento do título com vencimento em 10 anos caía para 2,86% enquanto o rendimento do título de 2 anos recuava para 2,61%.

O mês de agosto pode ser volátil neste ano, com as manchetes relacionadas ao Fed prestes a dominar na próxima semana.

Os mercados financeiros globais irão se concentrar na reunião anual das principais autoridades de bancos centrais e economistas em Jackson Hole, Wyoming, na qual o presidente do Fed, Jerome Powell, irá se pronunciar na sexta-feira.

Há também a divulgação das atas da última reunião do Federal Reserve na quarta-feira.

O Fed sinalizou aos mercados que aumentará as taxas de juros mais duas vezes este ano, em setembro e dezembro.

Contra esse cenário, o banco central norte-americano está encolhendo seu balanço, permitindo que os títulos que estejam vencendo saiam do balanço sem que sejam substituídos.

4. Metais fazem com que commodities subam

Nos mercados de commodities, o ouro tinha um desempenho impressionante, recuperando-se após sofrer sua maior perda semanal desde maio de 2017 na semana passada.

O metal precioso saltava quase 1% para US$ 1.194,90 a onça.

O ouro caiu 2,2% na semana passada, marcando o sexto declínio semanal consecutivo. Foi também o pior desempenho semanal desde dezembro.

Metais industriais, como o cobre, também estavam em alta, uma vez que o potencial de avanços no impasse comercial entre a China e os EUA aumentava o apetite por ativos ligados ao crescimento.

A cotação do petróleo também começava a semana com o pé direito, embora os ganhos fossem limitados devido a preocupações com a desaceleração da demanda global.

5. Grécia finalmente sai do programa de resgate financeiro

Depois de uma crise de dívida de quase nove anos que encolheu a economia em um quarto e forçou o país a implementar medidas de austeridade dolorosas, a Grécia concluiu com sucesso a saída de seu programa de resgate financeiro de três anos, assinado em agosto de 2015, anunciou o fundo de resgate ESM da zona do euro.

A crise provou ser profundamente traumática para os gregos que haviam entusiasticamente trocado dracmas por euros em 2001.

Desde que a crise da dívida explodiu no início de 2010, quatro governos sucessivos lutaram para manter a falência à distância, contando com o maior resgate financeiro da história, mais de 260 bilhões de euros emprestados pelos parceiros da zona do euro e do FMI.

Atenas poderá agora explorar os mercados financeiros para financiar suas atividades, marcando o fechamento da crise da dívida soberana europeia depois que Portugal, Irlanda e Espanha voltaram da beira do abismo.