Fique por dentro de 5 principais notícias do mercado desta quarta-feira

set 26, 2018

Confira as cinco principais notícias desta quarta-feira, 26 de setembro, sobre os mercados financeiros:

1. Fed deverá aumentar as taxas de juros

Espera-se que o Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed, sigla em inglês) aumente as taxas de juros ao final sua reunião de política monetária de dois dias em Washington na quarta-feira.

Espera-se que banco central americano elevem suas taxas de juros 0,25%, aumentando para 2,25%, o que seria o terceiro aumento da taxa neste ano.

Com a subida das taxas praticamente fechada, o comunicado do Fed será divulgado às 15h00, e este será o foco principal do dia. O presidente do Fed, Jerome Powell, dará entrevista coletiva às 15h30.

Os investidores estarão de olho em cada ponto do gráfico, o chamado "dot plot" - gráfico de pontos que mostra as expectativas dos membros do Fed sobre o aumento das taxas de futuros, pois este dá dica se a taxa de fundos federais subirão em dezembro. A possibilidade de uma quarta alta em dezembro está cotada em 77,7%, abaixo da chance da semana anterior que era de 84,2%.

2. Ações se recuperam enquanto todos os olhos se voltam para a decisão do Fed

O mercado futuro dos EUA apontava para uma abertura em alta em Wall Street, com os investidores aguardavam a decisão do FED.

O futuros do S&P 500 subiam 0,21%, enquanto o futuros do Dow alcançavam 0,17% e o índice futuro de tecnologia NASDAQ 100 ganhava 0,37%.

É provável que as ações da Apple (NASDAQ:AAPL) estejam em foco, depois que a Qualcomm (NASDAQ:QCOM) ter acusado a gigante de tecnologia de roubar segredos do chip, entregando-os para a Intel (NASDAQ:INTC).

Enquanto isso, as negociações na Europa ficavam em baixa, com o DAX da Alemanha e o FTSE 100 de Londres no vermelho, enquanto o CAC 40 da França em ligeira alta.

As ações asiáticas terminaram o dia em alta com a diminuição das tensões comerciais. O índice Shanghai Composite subia 0,92% e o índice SZSE Component subiu 0,80%. O Índice China A50 das maiores empresas da China subia 1,33%, enquanto no Japão, o TOPIX avançava 0,04% e o Nikkei 225 aumentava 0,36%.

3. Dólar estável enquanto os investidores aguardam o Fed

O dólar americano manteve-se estável em relação a uma cesta de moedas, com os investidores aguardando a conclusão da reunião do Fed, com o o índice do dólar, que mede a força do dólar norte-americano em comparação com uma cesta de seis principais moedas, pouco alterado em 93,75 às 6h26 em operações com juros fixos.

A atenção estavam voltadas para os planos do Fed para a direção da política monetária em 2019. As indicações de que o Federal Reserve pretende manter-se firme no próximo ano provavelmente aumentariam o dólar, enquanto sugestões de que pode desacelerar o ritmo dos aumentos das taxas ou que está chegando ao fim de seu ciclo de aperto no ano que vem podem fazer com que o dólar caia.

4. Petróleo Brent recua após altas de 4 anos; Dados de estoque serão divulgados

Os preços do petróleo recuaram em relação aos recordes de quatro anos atingidos na sessão anterior. Contratos futuros de Brent, negociados em Londres, caíam 0,33% para US$ 80,99 por barril, depois de atingirem US$ 82,55 na terça-feira, o valor mais alto desde novembro de 2014. Os preços do petróleo bruto caíam 0,3% para US$ 72,06, recuando da alta de US$ 72,75 de terça-feira, a maior desde 11 de julho.

A iminente perda de oferta do Irã fez com que os preços do petróleo subissem, com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e membros não membros da OPEP, incluindo a Rússia, aparentemente relutantes em aumentar a produção a fim de compensar a queda da oferta global.

Na terça-feira, o presidente americano Donald Trump criticou a Opep, dizendo que seus membros estavam “como de costume, roubando o resto do mundo”.

Em seu discurso na Assembléia Geral das Nações Unidas, Trump disse que os EUA "não vão aturar. ... esses preços horríveis por muito mais tempo ”.

A Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês), divulgará seu relatório semanal oficial de suprimentos de petróleo para a semana encerrada em 21 de setembro às 11h30, em meio a previsões de uma queda no estoque de petróleo de 1,27 milhão barris.

Depois que os mercados fecharam na terça-feira, o American Petroleum Institute disse que os estoques de petróleo nos EUA aumentaram inesperadamente em 2.9 milhões barris na semana passada, contra as expectativas dos analistas de uma queda de 1,3 milhão de barris.

5. Dados de venda de imóveis novos serão publicados

O número de novas moradias serão observados de perto, enquanto os investidores aguardam a decisão da taxa de juros do Fed e buscam sinais de força econômica contínua.

Os dados de vendas de novas casas residenciais serão divulgados às 10h00, com analistas prevendo um aumento de 630.000 em agosto, comparado a 627.000 em julho.

Na terça-feira, o índice de preços das casas para julho chegou como esperado em 0,2%.