Fique por dentro das 5 principais notícias do mercado desta sexta-feira

jun 22, 2018

Investing.com - Confira as cinco principais notícias desta sexta-feira, 22 de junho, sobre os mercados financeiros:

1. Petróleo em alta enquanto Opep se reúne

O petróleo estava em alta nesta sexta-feira em que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo realiza sua reunião oficial em Viena.

Os membros da organização estão discutindo a possibilidade de um aumento de produção para neutralizar as reduções no fornecimento do Irã e da Venezuela, mas o tamanho deste aumento não está claro. A Arábia Saudita e a Rússia eram favoráveis a aumentar a produção em talvez um milhão de barris por dia, mas o Irã, o Iraque e a Venezuela são todos contrários a isso.

Khalid al-Falih, ministro de energia da Arábia Saudita, disse na sexta-feira que membros da Opep e países externos à organização estão próximos de chegar a um acordo para aumentar a produção de petróleo.

A reunião começou cerca de uma hora depois do planejado, supostamente devido a discussões sobre um acordo entre a Arábia Saudita e o Irã.

Uma entrevista coletiva foi agendada provisoriamente para as 8h00, embora uma decisão final não ocorra até sábado, quando autoridades da Opep devem se encontrar com seus aliados externos à organização que fizeram parte do acordo de 18 meses que estabeleceu redução de 1,8 milhões de barris por dia na produção.

2. Preocupações comerciais permanecem em foco

Na sequência da advertência de lucro da montadora alemã Daimler Chrysler na quinta-feira, que foi desencadeada por preocupações tarifárias, preocupações relativas ao comércio permaneciam em foco nesta sexta-feira.

As tarifas da União Europeia sobre o equivalente a US$ 3,2 bilhões de produtos norte-americanos entraram em vigor na sexta-feira.

As cobranças são uma retaliação pelas tarifas impostas pelos EUA ao aço e alumínio importados no início deste mês e direcionadas a produtos americanos, incluindo 25% de tarifa sobre whisky, tabaco, motocicletas Harley Davidson e manteiga de amendoim ou 50% em itens selecionados, como calçados, alguns tipos de roupas e máquinas de lavar roupa.

Há riscos de maior deterioração nas relações em 30 de junho, quando Washington deve anunciar um plano para restringir os investimentos chineses nos EUA e limitar as exportações de produtos de tecnologia americanos para a segunda maior economia do mundo.

3. Bolsas majoritariamente em alta no final de uma semana tumultuada

As bolsas globais operavam em alta nesta sexta-feira, mas ainda estavam no caminho de suas piores perdas semanais em três meses, já que crescentes preocupações comerciais continuavam a atingir os mercados de capitais.

Bolsas europeias estavam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, já que dados positivos sobre a atividade empresarial do setor privado ofereceram um suspiro de alívio ao final de uma semana tumultuada.

Os mercados acionários asiáticos fecharam em diferentes, com o Japão liderando as perdas. O Nikkei 225 encerrou em baixa de 0,7%.

O mercado futuro dos EUA, entretanto, apontava para uma abertura em alta, com investidores aguardando os dados econômicos. Às 07h06, o blue chip futuros do Dow ganhava 97 pontos, ou 0,40%, os futuros do S&P 500 subiam 12 pontos, ou 0,43%, enquanto o índice futuro de tecnologia NASDAQ 100 tinha alta de 26 pontos ou 0,36%.

4. Atividade do setor privado dos EUA em pauta

Uma atualização tanto sobre o setor industrial quanto do setor de serviços dos EUA completa a semana de dados econômicos de primeira linha.

O índice da atividade dos gestores de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial a ser divulgado às 10h45 tem projeções de mostrar uma leitura preliminar de 56,3 em junho, enquanto o PMI do setor de serviços deverá apresentar uma leitura de 56,4.

Os dados econômicos ficaram até agora nesta semana em segundo plano em meio a crescentes preocupações com a guerra comercial, já que tanto os EUA quanto a China estavam envolvidos em uma disputa tarifária direta.

5. Europa concede alívio da dívida à Grécia

Credores da zona do euro finalmente concordaram com um acordo de alívio da dívida que ajudará a Grécia a sair do programa de resgate.

O país tem vivido principalmente de dinheiro emprestado de governos da zona do euro em três resgates desde 2010, quando perdeu o acesso ao mercado por conta de um crescente déficit orçamentário, enorme dívida pública e economia ineficiente e sistema de bem-estar social.

Após as negociações de fim de noite no Luxemburgo, o Eurogroup concordou em conceder à Grécia uma parcela final de empréstimos de 15 bilhões de euros (US$ 17,5 bilhões).

Isso proporcionará a Atenas uma reserva de caixa de cerca de 24 bilhões de euros (US$ 27,9 bilhões), já que o país retorna aos mercados financeiros em agosto.

O acordo também significa que o pagamento de 96 bilhões de euros (US$ 111,7 bilhões) em empréstimos de resgate - o equivalente a cerca de 40% do total de que a Grécia precisa para pagar a zona do euro nas próximas décadas - será adiado em 10 anos. Os primeiros prazos de pagamento mudam de 2023 para 2033.