Fique por dentro das 5 principais notícias do mercado desta quinta-feira

ago 23, 2018

Confira as cinco principais notícias desta quinta-feira, 23 de agosto, sobre os mercados financeiros:

1. Agravamento das tensões tarifárias entre EUA e China

Como outra rodada de novas tarifas dos EUA sobre US$ 16 bilhões em produtos chineses entra em vigor na quinta-feira, Pequim respondeu rapidamente com promessas de apresentar uma nova queixa à Organização Mundial do Comércio e tarifas de retaliação sobre o mesmo valor.

A disputa comercial entre as duas potências mundiais fez as tarifas mútuas aumentarem para US$ 100 bilhões desde julho.

A nova rodada de tarifas entrará em vigor mesmo com autoridades americanas e chinesas reunidas em Washington para dois dias de negociações, as primeiras negociações formais desde junho.

O presidente dos EUA, Donald Trump, derramou água fria sobre as esperanças das discussões, afirmando na última segunda-feira em uma entrevista à Reuters que ele não "esperava muito" da conclusão das negociações.

Trump ameaçou anteriormente impor tarifas sobre quase todos os mais de US$ 500 bilhões de produtos chineses exportados para os EUA.

2. Minutos do Fed mostram apoio para aumento das taxas com Jackson Hole à frente

Os mercados ficarão de olho na reunião de importantes autoridades de bancos centrais, ministros de finanças, economistas e acadêmicos no Simpósio Econômico anual de Jackson Hole, que começa nesta quinta-feira.

Embora o programa oficial não seja divulgado até as 21h00 de hoje, o Federal Reserve confirmou que seu presidente, Jerome Powell, fará um discurso às 11h00 de sexta-feira sobre "Política Monetária em uma economia em mudança".

Os mercados estarão atentos aos comentários de Powell em busca de sinais sobre a trajetória futura da política monetária.

As atas da última reunião de política monetária divulgadas na quarta-feira confirmaram que os decisores do Fed estão prontos para continuar a aumentar as taxas a um ritmo moderado, à luz do crescimento acima da tendência.

“Os membros esperavam que aumentos graduais adicionais na faixa alvo para a taxa dos fundos federais seriam consistentes com a expansão sustentada da atividade econômica, condições de mercado de trabalho fortes e inflação próxima do objetivo simétrico de 2% do Comitê no médio prazo”, afirmavam as atas.

3. Bolsas dos EUA em modo de espera em meio a tensões comerciais e incerteza política

O mercado futuro dos EUA apontava para uma abertura estável nesta quinta-feira, com os principais índices próximos a máximas recordes e investidores observando os desdobramentos do conflito comercial EUA-China e mantendo um olho na incerteza na arena política após os problemas legais de dois ex-assessores de Trump.

O ex-presidente da campanha de Trump, Paul Manafort, foi condenado nesta semana por oito acusações e o ex-advogado do presidente, Michael Cohen, fez um acordo judicial e disse que ele violou a lei a pedido de Trump, dificultando o caminho do presidente nas eleições intermediárias.

No entanto, as bolsas estão subindo, recentemente atingindo novas máximas históricas e também registrando a maior corrida de alta da história. Nessas alturas vertiginosas, a cautela com a situação política atual e as contínuas tensões entre os EUA e seus principais parceiros comerciais pareciam manter as bolsas norte-americanas sob controle na quinta-feira. Às 06h52, o índice blue chip futuros do Dow estava inalterado, os futuros do S&P 500 avançavam menos de um ponto, ou 0,02%, e os futuros do NASDAQ 100 recuavam 2 pontos, ou 0,02%.

Com as tensões comerciais de volta ao primeiro plano, o dólar conseguia quebrar uma série de cinco dias de derrotas de frente aos principais rivais nesta quinta-feira, com investidores voltando à moeda considerada porto-seguro, puxando o dólar de seu nível mais baixo desde 8 de agosto, atingido na quarta-feira.

4. Arábia Saudita nega ter cancelado o IPO da Aramco

De acordo com uma matéria da Reuters citando quatro importantes fontes do setor na quarta-feira, a Arábia Saudita tinha decidido suspender sua venda de ações domésticas e internacionais de sua estatal petrolífera Aramco.

A explicação dada para cancelar o que se esperava que fosse o maior negócio desse tipo na história era que a Arábia Saudita havia mudado sua atenção para a aquisição de uma “participação estratégica” na fabricante de produtos petroquímicos Saudi Basic Industries.

No entanto, a Arábia Saudita negou na quinta-feira que a oferta pública inicial tenha sido cancelada. "O governo continua comprometido com a oferta pública inicial da Saudi Aramco, de acordo com as circunstâncias apropriadas e o tempo apropriado escolhido pelo governo", disse o ministro da Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, em um comunicado.

Ele acrescentou que o momento exato dependeria de fatores, incluindo condições favoráveis de mercado, e uma aquisição planejada nos próximos meses.

5. Bitcoin cai após SEC rejeitar propostas ETF

Os preços de criptomoedas caíam nesta quinta-feira, já que a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês), rejeitou nove propostas de ETFs de bitcoin.

Às 07h00, o bitcoin caía 4,04% nas últimas 24 horas e atingia US$ 6.405,00 na corretora Bitfinex.

O Ethereum recuava 4,71% para US$ 271,54 nas últimas 24 horas.

O Ripple caía 6,77% e era negociado a US$ 0,32016.

O Bitcoin Cash, produto de uma divisão do bitcoin e quarta maior criptomoeda em termos de capitalização de mercado, estava em baixa de 5,55% e era negociado a US$ 517,85.

A última rejeição incluiu dois ETFs propostos pela ProShares que rastreariam contratos futuros de bitcoin, outro da GraniteShares e cinco ETFs alavancados e inversos da Direxion.

A SEC expressou preocupação com fraude e manipulação dos mercados de bitcoin e disse que as propostas não atenderam à exigência do regulador "de que as regras de uma bolsa de valores nacional sejam criadas para evitar atos e práticas fraudulentas e manipuladoras". Entre outras coisas, a Bolsa não ofereceu nenhuma evidência recorde para demonstrar que os mercados futuros de bitcoin são 'mercados de tamanho significativo'”.

As informações surgiram depois que o regulador citou preocupações semelhantes e rejeitou o Winklevloss ETF em julho que negociaria o bitcoin físico.

Até agora, a SEC ainda não aprovou um ETF baseado em criptomoeda. O órgão regulador anunciou em julho que adiou a decisão sobre a aprovação do VanEck ETF até o dia 30 de setembro.