Divido entre Alckmin e Ciro, “Centrão” deve definir aliança na semana que vem

jul 19, 2018

O chamado “Centrão” segue dividido entre apoiar a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) e de Ciro Gomes (PDT) à presidência da República. Nesta quinta-feira, o presidente nacional do DEM e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), disse que os partidos do bloco devem tomar uma decisão na próxima semana.

O comunicado oficial será feito por uma nota, indicando o posicionamento conjunto do bloco, com uma forte tendência dos partidos formarem uma coalização em defesa de um nome.

O DEM é um dos partidos mais divididos, com muitas lideranças defendendo o apoio a Ciro Gomes. No entanto, nos últimos dias, cresceram as chances de a coalização ser formada com o tucano Geraldo Alckmin. A ala “alckmista” do bloco é comandada pelos democratas Mendonça Filho e Rodrigo Garcia e pelo presidente do PRB, Marcos Pereira, além do apoio do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, pai do presidente da Câmara Rodrigo Maia. Eles acreditam que a disputa entre os dois nomes agora está equilibrada.

Pesam contra o nome do PDT o tom forte e desequilibrado de seu discurso, tendo xingado um promotor e feito duras críticas ao vereador paulistano do DEM, Fernando Holiday. Outro ponto negativo é a oposição de Ciro ao acordo entre Embraer (SA:EMBR3) e Boeing. As apostas por uma solução tucana aumentaram depois das primeiras alianças formadas e o avanço nas pesquisas dentro do estado de São Paulo.

Na noite de ontem, o “Centrão” realizou reunião, indicando o nome de Josué Alencar (PR) para ser indicado pelo bloco para o cargo de vice de Alckmin ou Ciro. A aproximação do PR se deu após o fracasso das negociações com Jair Bolsonaro.

No entanto, os partidos estão divididos. Enquanto PP e SD mostram simpatia pela candidatura de Ciro Gomes, o PRB prefere o apoio a Alckmin, assim como nomes importantes do DEM, com exceção de Maia.

O apoio do "Centrão" é visto como essencial tanto por Alckmin quanto por Ciro, porque representa estrutura partidária e tempo de televisão numa campanha curta, de 45 dias, e com financiamento público.

Além da exposição na televisão, o acordo com o “Centrão” representa também a presença em palanques estaduais, já que esses partidos possuem importantes lideranças, principalmente no Norte e Nordeste.