Credit Suisse vê concorrência afetando resultado da Vivo no terceiro trimestre

out 09, 2018

As ações da Telefônica (SA:VIVT4), que opera no Brasil com a marca Vivo, operam em queda de 2,23% a R$ 39,45 na bolsa paulista. O mercado reage à análise do Credit Suisse, que esperam que a companhia registre no terceiro trimestre a acentuação da tendência negativa de seus números devido à sua alta exposição ao ambiente mais competitivo do pós-pago.

Em documento enviado a clientes nesta terça-feira, os analistas esperam que a receita de serviço móvel (MSR) recue 0,1 por cento na base anual, pressionada pelo declínio de preços no pós-pago, enquanto o segmento pré-pago deve continuar sendo negativamente afetado pelo cenário macroeconômico.

Em relação à receita líquida fixa, a previsão é de uma queda de 6,5% ano a ano. Com isso, a receita total deve cair cerca de 1% e o Ebitda desacelerar a expansão para 3,7%, mesmo com o desligamento de 6% da força de trabalho em junho/julho.

Os analistas elevaram a estimativa de lucro líquido em 4%, incorporando maior distribuição de juros sobre capital próprio e reduzindo o pagamento de PIS/Cofins para zero ao longo dos próximos nove trimestres devido a créditos tributários ganhos no segundo trimestre.

"Ainda que o yield do fluxo de caixa livre (FCF) de 11% pareça atrativo, o time mantém uma visão mais cautelosa devido a tendência de piora no 'top line' e pressão sobre o Ebitda", afirma a nota da corretora.

O resultado trimestral da Vivo será divulgado no dia 30 de outubro, com consenso de mercado de R$ 0,84 de lucro líquido por ação e receitas de R$ 10,92 bilhões. No trimestre anterior, o resultado foi de R$ 1,86 por ação, com faturamento de R$ 10,82 bilhões.

Já no mesmo trimestre do ano passado, o LPA da Telefônica foi de R$ 0,72 e receitas de R$ 10,89 bilhões