Com fusão desmentida, Minerva sobe mais de 3% e BRF opera em queda

jun 06, 2018

Investing.com - Perto do final do fechamento do pregão de ontem, a notícia de que a BRF (SA:BRFS3) estaria planejamento uma fusão com a Minerva (SA:BEEF3) Foods movimentou o mercado.

Com a informação sendo desmentida pelas duas empresas, as ações da BRF operam com queda de 0,37% a R$ 24,46, sendo que ontem os papéis chegaram a ser negociados a R$ 25,55. No caso da Minerva, a quarta-feira é positiva, com alta de 3,38% a R$ 8,27, mantendo uma tendência de ganhos consecutivos iniciada no começo do mês.

BRF informou ao órgão regulador dos mercados dos Estados Unidos que não recebeu qualquer formalização da Minerva ou de outro investidor, nacional ou estrangeiro, para um possível acordo de fusão, negando reportagens publicadas na mídia brasileira.

Já a Minerva informou que não realizou qualquer proposta de investimento em outra empresa, após notícia veiculada pelo blog Brazil Journal de que estaria conversando com investidores internacionais para propor uma capitalização na BRF.

Apesar dos desmentidos, a Coluna do Broad, do Estadão, publicou hoje que uma operação de fusão da BRF com a Minerva seria uma das estratégias analisadas por Pedro Parente, presidente do conselho da BRF, para revigorar a indústria de proteína animal, que passa por uma grave crise.

A ideia é que operação servisse para fortalecer as duas empresas e ganhar mercado, principalmente após o enfraquecimento da JBS (SA:JBSS3), que está envolvida operações Lava Jato e Carne Fraca.

O ponto principal é que as operações das companhias são complementares. Enquanto a Minerva atua principalmente no segmento de proteína bovina, a BRF está mais presente em suínos e de frangos.

De acordo com a publicação, a fusão teria o aporte de US$ 3 bilhões de novos acionistas na Minerva, entre os quais um family office de empresário do setor sucroenergético e da base acionaria da Minerva. Em seguida, seria realizada a fusão com a BRF, com a nova empresa passando a ser administrada pela Minerva.

Com Reuters.