CCR recua quase 2% com balanço trimestral afetado por greve dos caminhoneiros

ago 15, 2018

As ações da CCR operam em queda de 1,64% a R$ 10,23, na manhã desta quarta-feira, após a operadora de concessões de infraestrutura anunciar na noite de terça-feira queda de 58,4% no lucro líquido do segundo trimestre contra um ano antes.

Na visão de analistas do Itaú BBA, a CCR divulgou resultados em linha com o esperado e sem brilho, refletindo os efeitos da greve de caminhoneiros no período e um desembolso relacionado a comitê independente de investigação, conforme relatório distribuído a clientes.

Para a Coinvalores, o resultado ficou dentro do esperado. O tráfego nas rodovias da companhia foi bastante impactado pela greve dos caminhoneiros nesse trimestre. Esse efeito foi compensado pela elevação na tarifa média de pedágio e dos números vindos das outras concessões da empresa, com destaque para o ramp up do metrô de Salvador e para o bom crescimento na ViaQuatro, a linha amarela do metrô de SP, favorecido pela abertura de novas estações.

Dessa forma, receita, EBITDA e lucro líquido vieram praticamente em linha com o reportado há doze meses, se desconsiderarmos os efeitos não recorrentes do trimestre, com destaque para os gastos com aquisição de participação na ViaQuatro e na ViaRio.

A Mirae Asset também destaca que o resultado mais fraco já era esperado, por conta da greve dos caminhoneiros e de impactos não recorrentes. A expectativa é de que já a partir do terceiro trimestre, o volume de tráfego nas concessões rodoviárias da CCR já apresente aumento em relação ao período entre abril e junho e até mesmo em relação ao 3T17, além de capturar em maior efeito as novas concessões / linhas operadas pelo metro, que vem apresentando bom desempenho.

A corretora segue com recomendação de a compra, com potencial de valorização de 43%. A CCRO3 (SA:CCRO3) negocia a um múltiplo EV/Ebitda 2018 de 6,2x e de 5,5x para 2019.

Resultado

A greve dos caminhoneiros de maio no Brasil fez o lucro da CCR encolher mais do que a metade no segundo trimestre, em meio à queda no tráfego das rodovias administradas pela empresa e aos efeitos subsequentes da isenção da cobrança de eixos suspensos.

A operadora de concessões de infraestrutura, incluindo rodovias, aeroportos e estruturas de mobilidade urbana, anunciou nesta terça-feira que seu lucro líquido no período somou 277,7 milhões de reais, queda de 58,4 por cento contra um ano antes.

Em termos ajustados, sem a inclusão de novos negócios e efeitos não recorrentes, o lucro somou 300,9 milhões de reais, retração de 5,2 por cento ano a ano.

Com Reuters.