Calendário Econômico - 5 principais eventos desta semana

jul 01, 2018

Investing.com - As manchetes relacionadas às relações comerciais continuarão a mobilizar os ânimos do mercado na próxima que se inicia, já que os EUA devem ativar tarifas sobre o equivalente a US$ 34 bilhões em produtos chineses na sexta-feira. A China planeja retaliar com tarifas próprias sobre bens e produtos de agricultura dos EUA.

As mais recentes medidas retaliatórias provocaram preocupações de que Washington e Pequim entraram em uma guerra comercial plena que poderia prejudicar o crescimento global.

Além do comércio internacional, o relatório mensal de empregos nos EUA a ser divulgado na sexta-feira é o grande evento para o mercado, que não será aberto na quarta-feira devido ao feriado de 4 de julho.

Há também a divulgação das atas da última reunião do Federal Reserve na quinta-feira.

Do outro lado do Atlântico, no que será uma semana tranquila em termos de dados econômicos europeus, a divulgação de dados da produção industrial alemã, que não chama muito a atenção, poderia oferecer uma indicação melhor dos ventos contrários que a União Europeia e sua maior economia enfrentam.

No Reino Unido, investidores se concentrarão no relatório da atividade no setor de serviços na busca de mais indicações sobre a saúde da economia e sobre a possibilidade de que o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) aumente as taxas de juros no mês que vem.

Antes da semana que está por vir, a Investing.com compilou uma lista com os cinco maiores eventos do calendário econômico com grandes chances de afetar os mercados.

1. Preocupações com relações comerciais entre EUA e China

As tarifas dos EUA sobre o equivalente a US$ 34 bilhões em produtos chineses estão programadas para entrar em vigor na sexta-feira, já que o governo Trump tenta reduzir o déficit comercial e proteger os direitos de propriedade intelectual.

Pequim planeja retaliar no mesmo dia com suas próprias sobretaxas sobre o equivalente a US$ 34 bilhões em produtos norte-americanos, incluindo as áreas politicamente sensíveis de produtos agrícolas e automóveis.

Washington e Pequim pareciam estar cada vez mais se dirigindo para uma guerra comercial depois que várias rodadas de negociações não conseguiram resolver as queixas dos EUA sobre a política industrial chinesa, o acesso ao mercado do país e um déficit comercial de US$ 375 bilhões.

Ações recentes no mercado sugerem que até agora a China tem sido o grande perdedor do crescente conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo - o Shanghai composite da China caiu 8% em junho, enquanto o yuan chinês sofreu seu pior mês já registrado, recuando 3% em relação ao dólar em junho (USD/CNY).

2. Relatório de Empregos dos EUA

O Departamento de Trabalho dos EUA divulgará seu relatório de junho sobre folhas de pagamento não agrícolas na próxima sexta-feira às 09h30 e a atenção sobre ele será dada mais sobre o que será dito quanto a salários do que quanto a contratações.

O consenso das projeções é de que os dados mostrarão que houve criação de 195.000 empregos neste mês na sequência do aumento de 223.000 em maio, ao passo que a taxa de desemprego tem projeções de ficar em 3,8%, alinhada à mínima de quase 18 anos atingida em maio.

Entretanto, a maior parte das atenções provavelmente se voltará aos números relativos à média de ganhos por hora, que devem ter subido 0,3%, o mesmo aumento do mês anterior.

Em base anual, as projeções para os salários são de aumento de 2,78, um pouco mais do que o aumento de 2,7% registrado em maio.

O calendário encurtado pelo feriado desta semana também traz o estudo da atividade industrial do ISM na segunda-feira, acompanhado por um relatório de vendas mensais de automóveis na terça-feira e a leitura do ISM sobre a atividade do setor de serviços na quinta-feira.

3. Atas da Reunião do Fed

O Federal Reserve divulgará na próxima quinta-feira, às 16h, as atas de sua mais recente reunião de política monetária.

O banco central norte-americano elevou as taxas de juros conforme amplamente esperado após sua reunião em 13 de junho - seu segundo aumento de juros do ano - e assumiu um tom um pouco mais agressivo em termos de política monetária ao sinalizar dois aumentos adicionais de taxa até o final do ano.

Jerome Powell, presidente do Fed, disse recentemente que a circunstância de aumentos graduais e contínuos da taxa de juros continua forte, sinalizando que os custos dos empréstimos continuarão a subir este ano, apesar da recente volatilidade do mercado causada pela disputa comercial.

Operadores de futuros apostam em cerca de 75% de chances de aumento da taxa de juros em setembro, de acordo com o Monitor da Taxa da Reserva Federal do Investing.com. Apostas de um quarto aumento em dezembro estão em cerca de 45%.

4. Produção Industrial Alemã

A Alemanha deverá divulgar os números da produção industrial às 03h00 da próxima sexta-feira em meio a expectativas de um aumento de 0,4%, recuperando-se da queda de 1,0% em abril.

A produção industrial alemã caiu por quatro meses consecutivos, já que a crescente incerteza sobre o comércio global levou as empresas a reduzirem seus planos de investimento, aumentando o estresse na economia orientada para a exportação da Alemanha.

A política também estará em foco. O futuro político da chanceler alemã Angela Merkel está nas mãos da União Social Cristã (CSU, na sigla em alemã), quando a liderança do partido da Bavária se reúne no domingo para decidir se aceita os acordos de migração que ela trouxe de Bruxelas.

Em uma cúpula na semana passada, os líderes elaboraram um acordo para dividir voluntariamente os refugiados e criar "centros controlados" dentro da União Europeia para processar pedidos de asilo.

5. PMI do setor de serviços do Reino Unido

Um estudo sobre setor de serviços gigante do Reino Unido tem divulgação prevista para às 05h30 da próxima quarta-feira e possui projeções de queda para 53,9 a partir da leitura de 54,0 no mês anterior.

PMIs do setor da indústria e do setor da construção civil estão previstos para segunda e terça-feira, respectivamente.

O crescimento econômico do primeiro trimestre foi revisto, conforme dados oficiais mostraram na sexta-feira, renovando as expectativas dos investidores para um aumento de taxa do Banco da Inglaterra este ano.

Os futuros de taxa de juros aumentaram a probabilidade implícita de um aumento da taxa de agosto pelo BoE de 50% para 60%.

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