Bitcoin luta por direção; fundos de criptomoedas caem 23% em junho

jul 11, 2018

O Bitcoin lutava em busca de direção nesta quarta-feira, já que as criptomoedas tentam se recuperar de uma trajetória pessimista.

O bitcoin era negociado a US$ 6.379,80, em alta de 0,02%, na corretora Bitfinex às 10h06, mas ainda permanecia próximo à mínima de nove dias. O Bitcoin tem lutado para ganhar terreno nos últimos meses, caindo quase 70% desde o pico de quase US$ 20.000 em dezembro.

Criptomoedas estavam em alta modesta de forma geral, mas ainda permaneciam perto da mínima de uma semana e meia. O valor total de mercado das criptomoedas também estava mais alto, com capitalização total de mercado em US$ 254 bilhões no momento de redação desta matéria, o que se compara a US$ 253 bilhões da terça-feira.

O Ethereum avançava 1,50% para US$ 442,76 na corretora Bitfinex. O Ripple, terceira maior criptomoeda, subia 0,21% e era negociado a US$ 0,44940 enquanto o Litecoin era negociado a US$ 70,070, alta de 4,65%.

Fundos de blockchain e de criptomoedas perderam quase 50% no primeiro semestre do ano, de acordo com o HFR Cryptocurrency Index. O índice de moedas virtuais da empresa de pesquisa de fundos de cobertura caiu quase 23% somente em junho, enquanto o índice blockchain caiu 22%.

Enquanto isso, nas Filipinas, três corretoras receberam licenças provisórias para operar. Todos as três possuem sede em outros países, incluindo duas em Hong Kong e uma na Tailândia. Cada uma das empresas se comprometeu a investir US$ 1 milhão nas Filipinas.

Em outras notícias, mais da metade das startups de moedas digitais fracassaram em quatro meses de suas ofertas iniciais de moedas (ICOs, na sigla em inglês), segundo um estudo do Boston College. O relatório também descobriu que investidores ganham mais se venderem nos primeiros seis meses do ICO.

"Embora nossos resultados possam ser uma indicação de bolhas, eles também são consistentes com alta compensação pelo risco de investir em plataformas de pré-receitas não comprovadas por meio de ofertas não regulamentadas", disseram os pesquisadores do Boston College, Hugo Benedetti e Leonard Kostovetsky.