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Bitcoin & co., what are they ultimately for? Invest in Bitcoin halving expectation

Bitcoin & co., qual é a sua finalidade? As expectativas de investimento sobre o halving da Bitcoin

Ter, 2020-05-12 11:57

Eduardo Strecht Ricou, Analista Sênior da Libertex

Os investidores me perguntam frequentemente se eu tenho uma opinião favorável ou desfavorável ao mundo das criptomoedas. Eu sempre respondo com uma pergunta: "Você sabe para o que serve a Bitcoin?"

A maior parte deles diz que "não tem ceteza", mas que já ouviu algum conhecido dizer que ganhou uma boa grana comprando e vendendo Bitcoin.

O que é a Bitcoin? Uma nova resolução no mundo da tecnologia

Não estou falando de inteligência artificial ou de robôs, mas sim sobre o mundo das criptomoedas. Todo mundo já ouviu falar bastante sobre esse tipo de cripto-ativa. A Bitcoin é a mais famosa delas, mas não podemos esquecer de outras, como a Ripple.

A Bitcoin foi criada para tornar os pagamentos pela internet mais rápidos, seguros e baratos, além de ser um meio de pagamento descentralizado.

O blockchain é a base de todas as criptomoedas. Sem o blockchain, a Bitcoin não existiria

O assunto é um pouco técnico. O blockchain é basicamente um livro de dados global que contém todos os registros confiáveis, uma vez que todas as transações são validadas antes que um novo bloco seja composto. É considerado tão seguro que recebeu o apelido de "protoloco da confiança". O motivo é a sua decentralização, ou seja, ninguém o regula ou controla. Ele é expansível, simplesmente valida os dados e registros protegidos pela criptografia avançada e não permite que os dados de base sejam removidos, revisados ou modificados.

Por ser uma tecnologia nova, ainda há muito o que se explorar e desenvolver. O tempo das transações precisa diminuir. A validação dos dados e a falta de supervisão e regulamentação podem ser vistas como libertárias, mas também podem ser um grande perigo, pois seus usuários não são endossados ou protegidos por qualquer corporação ou órgão público caso algo de ruim aconteça, como uma invasão.

A mineração de Bitcoin envolve o uso de diferentes equipamentos e mídias

O minerador de criptos tem uma profissão bastante complexa. Para a mineração de Bitcoin, são necessários computadores e máquinas de alta capacidade. Consequentemente, o custo energético para manter as máquinas funcionando em tempo integral para obter as tokens é bastante alto.

Para minerar Bitcoin, precisamos de computadores como o ASIC, comumente conhecido como "Antminers", que oferecem uma taxa de TH/s relativamente mais alta que as placas de vídeo (GPUs). O primeiro problema é o seu alto preço de aquisição, que varia em torno dos 2 mil dólares. Está claro que os avanços tecnológicos e as novas soluções reduzirão o preço dessas máquinas no futuro, forçando os produtores desses equipamentos a aprimorá-los todos os dias. Todo esse esforço é feito para eventos importantes como o que se aproxima: o halving da Bitcoin.

Em resumo, o processo de halving da Bitcoin não é nada mais que o valor da Bitcoin sendo cortado pela metade.

Qual é o significado do halving do bloco de Bitcoin?

O halving diminui o número de novas Bitcoins sendo geradas por bloco. Isso significa que o fornecimento de novas bitcoins será menor.

A diminuição do fornecimento junto com uma demanda estável normalmente leva ao aumento dos preços. Uma vez que o halving diminui o fornecimento de novas bitcoins, e a demanda normalmente permanece estável, tal evento costuma preceder alguns dos maiores hikes da Bitcoin. Em 2012 e em 2016, tivemos dois halvings. A ideia foi desenvolvida para programar a emissão de moeda e diminui-la com o tempo. É por isso que o corte na recompensa dos mineradores é aplicado.

O halving tem um impacto na mineração da Bitcoin. Ao cortar a recompensa pelos blocos minerados pela metade, o lucro obtido para a manutenção do equipamento é afetado devido à queda da renda dos mineradores.

O poder de processamento da rede de Bitcoin vai aumentar indubitavelmente com o evento de halving e com a chegada de novos mineradores no mercado, que estão equipados com chips que podem fornecer maior poder e eficiência. Algo que será visto com mais frequência após o dia 12 de maio, a data do próximo halving.

Existe a possibilidade dos mineradores e dos grupos de mineração desconectarem seus equipamentos devido à perda que o evento de halving causará. Contudo, como já mencionamos, esse corte na emissão de moeda poderá causar um aumento nos preços, balanceando os cálculos econômicos. De todo modo, existem dúvidas sobre a quantidade de tempo que levará para o preço da Bitcoin aumentar.

Portanto, uma vez que não considero a Bitcoin um ativo, também não preciso considerar como tal a moeda tradicional e comum que me permite comprar um café da manhã e não preciso me preocupar com uma variação súbita em seu valor relativo ao dólar americano.

A Bitcoin é um pouco de tudo em sua essência romântica: um método de pagamento digital, descentralizado, rápido e seguro, e que é acessível a todos

Conforme explicado acima, o custo da mineração pode ser bastante alto. Portanto, as comissões e o percentual do valor da Bitcoin são os elementos que vão criar a solução para a operação no sistema desregulamentado da Bitcoin, de modo que os mineradores sejam recompensados por seus serviços de cripto. Com o custo da energia entrando na equação, é necessário ter o equipamento em funcionamento contínuo.

De acordo com um estudo conduzido pelo banco holandês ING, 211 kWh são consumidos para validar uma transação de BTC. Tal consumo é igual ao consumo de uma residência durante um mês, tornando bastante alta a conta de luz de quem minera BTC.

Portanto, se o minerador mantiver metade das suas Bitcoins durante o evento de halving, com os altos custos de energia e de manutenção dos seus equipamentos para o processamento de Tokens, ele sobreviverá apenas se o preço da Bitcoin subir e compensar o custo da mineração. Porém, atualmente, é possível minerar Bitcoin na Nuvem,o que permite a execussão do processo de extração sem a necessidade de tantos recursos. A mineração na Nuvem é mais simples: com um computador doméstico e uma conexão com a internet, é possível se conectar à Nuvem e processar os algoritmos remotamente sem a necessidade de um hardware potente, uma vez que é um terceiro que fornece a máquina. Mas, infelizmente, esta prática também não é lucrativa, mesmo se os custos de energia forem reduzidos.

Desse modo, operadores e investidores têm a oportunidade de comprar e vender Bitcoins, mas esteja ciente que a ideia de listar a Bitcoin enfraquece muito o seu conceito inicial. A introdução de muitos especuladores e a ausência de mais notícias consistentes traz muito barulho e volatilidade aos mercados de criptomoedas, removendo o fator de estabilidade que é tão necessário à uma moeda global para a troca de bens e serviços em nível planetário.

Após a euforia das criptos em 2018, testemunhamos uma correlação entre a Bitcoin e o ouro, de abril a novembro de 2019. A teoria formada foi a de que a Bitcoin seria como o ouro. Ela não tem rendimento nem taxas de juros. Além disso, é usada por grandes investidores como um instrumento para diversificação dos seus portfólios por ativos arriscados. Alguns analistas colocaram a Bitcoin como um instrumento de proteção contra a turbulência dos mercados financeiros.

O que realmente aconteceu nesses últimos quatro meses levou-me a conclusão de que não existe correlação com o ouro, ou com qualquer outra coisa, pelo simples motivo que a Bitcoin é uma moeda digital. Assim, o que move seus preços é mais do que algumas notícias financeiras: se a Libra Project sair na frente no Facebook, a Bitcoin será destronada. Após o período de quarentena, a glabalização desacelerará o seu ritmo? Nós retornaremos a um comércio local e regional? Isso não seria muito positivo para a Bitcoin. As novas necessidades criadas pelo vírus está nos lançando cada vez mais para o mundo digital. Isso será positivo para a Bitcoin?

Existem alguns problemas que teremos que abordar nos meses de incerteza que estão por vir, além de novas soluções, invenções e oportunidades.

Mas não esqueça de que a Bitcoin não é o dólar e nem ocupará seu lugar nos próximos anos. Existem três motivos para isso

O primeiro: para restaurar a economia, os estados e bancos centrais precisam continuar em um caminho de expansão e crescimento. Isso implica na emissão de moeda, de muita moeda.

O segundo motivo é que, nesses últimos meses, o dólar foi altamente efetivo em resolver os pagamentos de mercadorias com todo o planeta trancado dentro de casa.

O terceiro motivo é a altíssima volatilidade, embora, após o colapso no início de março, a Bitcoin tenha conseguido recuperar-se, chegando ao valor de 7.500 dólares. Com tudo isso, não acredito que a moeda virtual decolará como o ouro. Ver o dólar, medido pelo índice dólar (uma cesta de seis moedas cotadas contra o dólar), com tendência de grande estabilidade e volatilidade reduzida é essencial em tempos de turbulência nos mercados financeiros e de total incerteza sobre o futuro próximo.

Em resumo, como investidor, acredito no conceito da moeda digital. Ela é bastante atrativa para o futuro. Porém, existem riscos de volatilidade nos preços, riscos relativos ao fato de ela ser muito nova, de ser destronada pela Libra do Facebook, e de não ser aceita e usada em larga escala para o pagamento de bens e serviços. Para os operadores, é muito importante seguir as notícias que podem afetar os preços da Bitcoin, assim como a análise dos gráficos nos ajuda a compreender como o público reage à Bitcoin em certos momentos do mercado.

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