Aéreas recuam com preços dos combustíveis e risco de desabastecimento

mai 24, 2018

Investing.com - Em meio as incertezas com o futuro dos preços dos combustíveis e a possibilidade da falta do querosene de aviação nos aeroportos, as ações das empresas do setor aéreo operam com nova queda na bolsa paulista. No caso da Gol (SA:GOLL4), os papéis perdem 2,82% a R$ 13,80, enquanto os da Azul (SA:AZUL4) recuam 1,56% a R$ 27,21. Ontem, os papéis tiveram perdas respectivas de 5,3% e 3,5%.

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, declarou hoje que o emprego de força federal para conter a greve dos caminhoneiros não foi requisitada pelos estados, mas que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem feito a escolta de caminhões-tanque até os aeroportos, para que possam abastecer aeronaves.

Jungmann falou com a imprensa após palestra durante a Conferência sobre Segurança Pública na Fundação Getulio Vargas (FGV), na capital paulista. “O governo, evidentemente, monitora [a greve dos caminhoneiros] e temos informações praticamente hora a hora, produzidas pela Polícia Rodoviária Federal e área de inteligência."

A Infraero informou que não há riscos de as manifestações dos caminhoneiros afetarem as operações dos aeroportos controlados pela estatal nesta quinta-feira. Segundo a assessoria da empresa, há querosene de aviação suficiente para a operação amanhã.

Entre os aeroportos administrados pela Infraero, estão Santos Dumont (Rio), Congonhas (São Paulo), Recife (Pernambuco), Maceió (Alagoas) e Aracaju (Sergipe) e de outras capitais.

Caminhoneiros continuam protestando em rodovias federais e estaduais nesta quarta-feira contra o preço do diesel. Alguns atos ocorrem diante de refinarias e distribuidoras, impedindo a saída de caminhões com o combustível de aviação para os aeroportos.