Ações - Queda de três dígitos no Dow em meio a preocupações com guerra comercial

jul 02, 2018

Investing.com - O mercado futuro dos EUA apontava para uma abertura negativa nesta segunda-feira, acompanhando as bolsas globais em baixa uma vez que investidores se preocupavam com novas ameaças de retaliação tarifária contra os EUA

O blue chip futuros do Dow caía 157 pontos, ou 0,65%, às 07h49, os futuros do S&P 500 perdiam15 pontos, ou 0,56%, enquanto o índice futuro de tecnologia NASDAQ 100 tinha baixa de 50 pontos ou 0,50%.

A União Europeia respondeu às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor sobretaxas sobre veículos importados dizendo ao Departamento de Comércio dos EUA que as tarifas sobre carros e peças de carros não são justificáveis e não fazem sentido econômico.

O bloco alertou que as tarifas dos EUA prejudicariam a economia do país ao impor custos mais altos às indústrias dos EUA e disse que uma tarifa de 25% teria um impacto inicial de US$ 13 a US$ 14 bilhões no produto interno bruto dos EUA.

Além desse impacto negativo, a União Europeia também alertou que isso provavelmente levaria a contramedidas de seus parceiros comerciais sobre US$ 294 bilhões em exportações dos EUA.

Trump disse na semana passada que o governo estava completando seu estudo e sugeriu que os EUA agiriam em breve.

A mais recente ameaça de retaliação europeia acontece enquanto os EUA se preparam para impor US$ 34 bilhões de tarifas sobre as exportações chinesas na sexta-feira. Espera-se que Beijing responda a isso da mesma forma.

Além disso, as tarifas canadenses sobre cerca de US$ 13 bilhões em produtos norte-americanos entraram em vigor no domingo em resposta às tarifas de administração de aço e alumínio do governo Trump.

Fora das tensões comerciais, os investidores ficarão de olho nos dados econômicos da segunda-feira. O estudo da atividade industrial do ISM em junho, bem como um relatório sobre gastos com construção emara maio, serão divulgados às 11h00.

Enquanto os dados são aguardados, o índice dólar, que mede a força da moeda frente a uma cesta ponderada de seis principais divisas, avançava 0,31% para 94,52 às 07h50. O dólar obtinha impulso da fraqueza do euro estava após o ministro do Interior da Alemanha ter se oferecido para renunciar em meio a uma discussão crescente sobre a política de imigração, colocando em dúvida o futuro do governo de coalizão da chanceler Angela Merkel.

Nas notícias da empresa, ações da Tesla (NASDAQ:TSLA) saltavam 6% antes do pregão desta segunda-feira após a informação de que a empresa atingiu uma meta de produção de 5.000 veículos Tesla Model 3 em uma semana. Apesar de não confirmar a informação da Reuters, o presidente-executivo, Elon Musk, tuitou no domingo que 7.000 carros, incluindo o modelo 3, haviam sido produzidos em sete dias.

Enquanto isso, a cotação do petróleo caía após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter surpreendido os investidores ao anunciar um acordo improvisado com a Arábia Saudita para aumentar a oferta nos mercados de petróleo, que estão cada vez mais restritos.

Em um tuíte no início da manhã de sábado, Trump disse que o rei Salman, da Arábia Saudita, concordou com seu pedido para aumentar a produção de petróleo em "talvez até" 2 milhões de barris para ajudar a compensar um declínio na oferta do Irã e da Venezuela.

Os contratos futuros de petróleo bruto nos EUA recuavam 0,05%, atingindo US$ 74,11 às 07h51, enquanto o petróleo Brent tinha queda de 0,68%, com o barril negociado a US$ 78,69.

Do outro lado do Atlântico, mercados europeus estavam sob pressão, já que montadoras de automóveis e mineradoras, setores vistos como os mais vulneráveis em uma guerra comercial, lideravam as perdas. Entre os índices nacionais, o DAX da Alemanha estava em baixa pois preocupações sobre a coalizão da chanceler Angela Merkel pesavam sobre os ânimos.

Mais cedo, os mercados chineses lideraram a perdas na Ásia, com os principais mercados da região fechando em queda acentuada. O Shanghai Composite caiu 2,5% e se afundou ainda mais em um mercado em baixa, ao passo que o yuan, que terminou seu pior mês já registrado, continuava a perder terreno em relação ao dólar.