Ações da Eletrobras recuam com dúvidas sobre leilão de distribuidoras

ago 17, 2018

Após registrar forte valorização de 7,93% a R$ 16,46 na sessão de ontem, as ações da Eletrobras (SA:ELET3) iniciaram a sexta-feira com perdas de mais de 1%, se recuperando e diminuindo as perdas para 0,43% a R$ 16,39.

O mercado adota cautela com um possível adiamento do leilão das distribuidoras marcados para o dia 30 de agosto. Ontem, Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro decidiu retomar efeitos de uma liminar que exigiu da estatal estudos prévios sobre o impacto das desestatizações sobre trabalhadores.

A informação é do advogado Maximiliano Nagl Garcez, da Advocacia Gargez, que representou sindicatos de trabalhadores da Eletrobras ligados à Federação Nacional dos Urbanitários (FNU).

Ele disse à Reuters que a nova decisão não proíbe a venda das empresas, mas determina que os estudos de impacto sejam apresentados antes da licitação, em um prazo de até 90 dias.

Nesta sexta-feira, a estatal alterou o cronograma de desestatização de suas distribuidoras e reagendou o leilão da empresa que atua no Amazonas para 26 de setembro, ao passo que o certame das companhias com operações em Rondônia, Roraima e Acre segue mantido em 30 de agosto, de acordo com comunicados enviados ao mercado pela estatal elétrica.

Já a venda da Ceal, de Alagoas, permanece suspensa em razão de decisão judicial.

A elétrica informou que os documentos relativos ao processo de privatização de Eletroacre, Ceron e Boa Vista Energia devem ser entregues no dia 27 de agosto, das 9h às 12h, na bolsa paulista B3, para posterior leilão no dia 30, às 15h.

Quanto à Amazonas Distribuidora de Energia, "será divulgado novo cronograma detalhados nos próximos dias".

Com Reuters.