Ações - Bolsas dos EUA em baixa com lira turca caindo com ameaça de sanções

ago 17, 2018

O mercado futuro dos EUA apontava para uma abertura em baixa nesta sexta-feira, já que investidores estavam assustados com o novo declínio da lira turca, estimulado pela ameaça dos EUA de mais sanções.

O blue chip futuros do Dow caía 13 pontos, ou 0,05%, às 08h13, os futuros do S&P 500 perdiam 2 pontos, ou 0,08%, enquanto o índice futuro de tecnologia NASDAQ 100 tinha baixa de 10 pontos ou 0,14%.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, anunciou que o país está preparado para impor mais sanções à Turquia se seu presidente Recep Tayyip Erdogan não realizar a rápida libertação de um pastor americano.

Trump depois tuitou que os EUA "não pagarão nada" pela libertação do pastor Andrew Brunson, que está em prisão domiciliar na Turquia por acusações de terrorismo.

A lira turca caía frente ao dólar e já perdeu quase dois terços de seu valor desde o começo do ano. Às 08h15, o par USD/TRY avançava 4,59% para 6,1020, reduzindo os ganhos a partir de uma máxima intradiária de 6,3507.

Também pressionando o mercado de capitais dos EUA, as perspectivas dos fabricantes de chips reduziam os ânimos otimistas.

A Nvidia (NASDAQ:NVDA) caía 4,06% antes da abertura após a empresa apresentar uma orientação mais suave do que se esperava ao divulgar resultados trimestrais após o fechamento de quinta-feira.

Applied Materials (NASDAQ:AMAT) também deve aumentar o massacre com as ações afundando 5,69% após a fabricante de chips ter feito previsão de lucros por ação mais fracos do que se espera no quarto trimestre fiscal.

Fora do setor de tecnologia, ações da Deere & Company (NYSE:DE) caíam 3,90% após a empresa ter reduzido sua previsão de lucro líquido ajustado em todo o ano fiscal.

Nos resultados positivos, a Nordstrom (NYSE:JWN) saltava 9,32% ao divulgar um aumento de vendas nas mesmas lojas que superou as expectativas além de ter elevado sua diretriz de lucro para o ano.

Na agenda econômica dessa sexta-feira, a Universidade de Michigan divulgará sua leitura preliminar da percepção do consumidor de agosto às 11h00. Os economistas esperam que o índice suba para 98,1 a partir de 97,9 em julho.

Enquanto os dados são aguardados, o índice dólar, que mede a força da moeda frente a uma cesta ponderada de seis principais divisas, recuava 0,11% para 96,37 às 08h23.

Enquanto isso, a cotação do petróleo estava em alta nesta sexta-feira, eliminando algumas das perdas sentidas nesta semana devido a esperanças de que os Estados Unidos e a China baixariam o tom em sua batalha comercial pois ambos os países concordaram em retomar as negociações no final de agosto.

Os contratos futuros de petróleo Brent, referência internacional, tinham ganhos de US$ 0,67, ou 0,94%, e eram negociados a US$ 72,10 o barril, ao passo que os contratos futuros de petróleo dos EUA avançavam US$ 0,37, ou 0,57%, para US$ 65,83 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York.

No entanto, ambos os barris estavam no caminho certo para uma queda semanal de 2,6% e 0,8%, respectivamente.

Ainda nesta sexta-feira, a Baker Hughes divulgará seus dados mais recentes sobre a produção dos EUA. A contagem de sondas nos EUA, um indicador precoce da produção futura, teve aumento de 10 e totalizou 869 na semana passada, maior nível desde março de 2015, de acordo com a Baker Hughes, empresa prestadora de serviços a campos petrolíferos.

Do outro lado do Atlântico, bolsas europeias estavam sob pressão devido a preocupações com a exposição financeira de bancos à Turquia.

Mais cedo, o Nikkei do Japão fechou com ganhos de 0,4%, impulsionado por um forte fechamento em Wall Street, mas o Shanghai Composite da China terminou com queda de 1,3%, já que preocupações comerciais sustentavam o sentimento de aversão ao risco.